É tempo de mudança, o tempo mata a esperança,Pessoas morrem mas o tempo avança, qual a importância,
E o dar valor a infância, se tempo é paka, paka é ganância,
Ganância é um defeito ligado a nossa ânsia pelo tempo,
Ás vezes é lento, às vezes é veloz,
O tempo leva os meus avós, mesmo que eu peça só mais um coche,
Tempo, só peço mais um momento,
Mesmo que eu te ignore, só contigo é que eu me oriento,
Já não aguento, estou farto do algarismo crescente,
Desde quando também contas para o meio ambiente?
Se tá frio e me ouves, então é tempo que esgotas,
Porque o mau tempo faz com que o tempo acabe para cotas,
Momentos idiotas relembrando idades,
Mas o tempo sempre fez com que se mudassem vontades,
Celebridades não duram apenas 15 minutos,
Putos como eu esperam que o tempo dê frutos,
Desde que me lembro que eu fujo e tu encontras-me sempre,
Até para rimar neste som tenho que estar dentro do tempo,
Quando és mau és pontual apareces ao acaso,
Sofres de intolerância não há atraso no nosso prazo,
Marcas o meu compasso na vida, e eu passo por ti,
Como um abraço suicida à saúde que eu perdi,
Eternidade não é algo que eu prometa,
Mas eu sinto que ainda tenho areia na ampulheta,
Lentamente tiras e dás evolução,
O teu nome em inglês aqui é keys em calão,
E a duração tá em cada exploração pessoal,
Até que o coração decidir e dê a batida final,
Musica é cantar mas é respeitar tempos,

Tempos, Tempos a baterem certos.
Escrito por Samuel Mira e utilizado no seu album "Pratica(mente)".


