quarta-feira, dezembro 19, 2007

Onde está o Presépio?

Este ano não vai haver presépio!… Lamentamos mas:

- Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta foi retirada do estábulo até decisão governamental;
- Os camelos estão no governo;
- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;
- A vaca está louca e não se segura nas patas ;
- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;
- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;
- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela ;
- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico ;
- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo, até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da UE.
De qualquer das formas... FELIZ NATAL!!!!
...EHEHEHEH!!!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Ace - Missão a Solo Mixtape


A Ace Produktionz vem este natal entregar uma prenda. "Missão a Solo" é uma mixtape escrita, gravada, montada e misturada numa semana no Ponderosa Estúdio por Ace (Mind Da Gap).
São 22 faixas com instrumentais americanos e rimas de Ace disponibilizadas para download gratuito.
Se decidirem gravar um CD com a mixtape, não se esqueçam que é uma mixtape, logo não deverá ter nenhum segundo de intervalo entre cada faixa. O mesmo se aplica ao MP3 player se tiver essa opção.


01 - O Que Tiver de Ser Feito
02 - Tempo Para Criar
03 - Estou Convosco
04 - São Salmos
05 - Esta é Para Ti
06 - Eu Não Vejo Nada Pt1
07 - Eu Não Vejo Nada Pt2
08 - Foi Tudo Um Sonho
09 - Nada é Por Acaso
10 - Reunião de Família
11 - Campeão
12 - Companheiro
13 - Para Rainhas
14 - Grito do Ipiranga
15 - Eu não
16 - Vive Já
17 - Paixão Platónica
18 - Nunca
19 - Devoção
20 - Aguenta-te!
21 - Som Incendiário
22 - Vou Ter Que Bazar...


FAZ O DOWNLOAD AQUI!!


http://72.29.75.215/~fpina/aceproductionz/Missao_a_Solo_Mixtape.rar

Pau de dois Bicos


Grandes empresas na paranóia contabilística da contenção de custos, procuram implantar as suas fábricas de confecção dos produtos em zonas do 3º mundo, onde a mão-de-obra é barata e a teia legal para defender os direitos dos trabalhadores é quase inexistente. Assim estas empresas podem colocar os seus funcionários a trabalhar em condições degradantes, 12/14horas por dia, e ainda pagar salários baixíssimos.
Marcas conhecidas como a Gap, Nike, Pólo, Yves-Saint Laurent e muitas outras têm fábricas de vestuário nesses países e fazem esse tipo de exploração humana.
Em primeiro lugar, e não sejamos ingénuos, nunca se pode esperar de uma corporação económica que investe, controla e arrecada grandes somas de dinheiro, um comportamento adequado à moralidade vigente ou ao respeito pelo ser humano. Isso é devanear. Essas multinacionais são apenas Monstros de fazer dinheiro, a ética e a moral são sempre obstáculos para os seus intuitos. Não querem saber disso para nada. Por isso cabe aos Governos regularem e intervirem para que os trabalhadores não sejam vítimas desses "Monstros de fazer dinheiro a todo o custo". Deve-se responsabilizar ao Governo do Bangladesh, da China , ou da Tailândia, as sucessivas práticas de exploração laboral, por parte dessas empresas. Elas vão até onde a lei deixa ir, e mesmo quando ultrapassam a lei, cabe aos Governos usarem de meios para que haja uma intervenção adequada e correspondente punição. Exemplar e dissuasora de preferência. Tudo é política.
Contudo nesta questão que é muito sensível há um pau de dois bicos. Activistas no Primeiro Mundo protestam, boicotam( as marcas) e exigem o encerramento dessas fábricas. Os protestos são muito importantes porque, ainda que não na medida certa, ajudam a melhorar as condições de trabalho desses trabalhadores. Mas a exigência do encerramento dessas fábricas pode ser algo catastrófico para a vida daqueles proletários. No Bangladesh por exemplo, antes da implantação das ditas fábricas ( muitas nos anos 80 e 90) muitos desses operários estavam desempregados, iletrados e vulneráveis à fome crónica. Ironicamente foram essas "oficinas da escravatura moderna" que lhes salvaram a vida. Boicotando as marcas destas empresas ou exigindo o encerramento das fábricas o mais certo é enviarmos novamente estes homens e mulheres para a pobreza extrema.
Praticamente todos os países passaram por estas primeiras fases de industrialização. Também na Europa e nos Estados Unidos na altura da revolução industrial o trabalho era altamente precarizado. Daí evolui-se para menos horas de labuta, melhores salários, melhores condições no trabalho e mais protecção legal ( ainda que insuficiente). É o que certamente acontecerá em países como o Bangladesh, que estará ainda no primeiro degrau da escada do desenvolvimento. Estes trabalhadores que ontem estavam em zonas rurais e condenados à fome, hoje trabalham em zonas urbanas, já ganham o seu salário, ganham outras competências e conhecimentos, alguns certamente quererão ir à escola para aumentar as suas habilitações literárias, e isto resultará num aumento de consciência social, jurídica e até política. E daí virão mais reivindicações, mais exigências, uma melhor organização sindical, e mais pressing sobre o governo e estas empresas. Em não muito tempo estes países terão que obrigatoriamente sair desta fase primária de industrialização e avançar para outras que também garantam mais e melhores direitos e condições para os trabalhadores. É inevitável. Isto tudo para dizer que devemos protestar sim, mas é importante que saibamos que certos boicotes e exigências que fazemos sobre estas empresas podem ter consequências indesejadas que em vez de solucionarem só pioram o problema.

Texto escrito por Valete.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Regula lança agora o seu 3º projecto, o Mix-CD "Kara Davis", apadrinhado pela Horizontal (Produtora de Valete) e que conta com a participação de nomes consagrados no HipHop como Sam The Kid, Xeg ou DJ Kronic, juntando outro nomes como Short Size, Mascarenhas, Loko, Holly-Hood, Russo, Dimeu, Magnum 44 e Zuka.
Depois dos seus dois primeiros álbuns "1ª Jornada" e "Tira Teimas" Regula aka Bellini posicionou-se rapidamente com um dos MCs portugueses mais reconhecidos na comunidade HipHop. Hoje é conhecido como um dos maiores percursores da Nova-Escola do rap nacional.
Regula consagrou-se no panorama nacional através da sua escrita peculiar e através da sua exploração intensiva das várias técnicas de rima, preocupando-se em embelezar os seus textos com complexas construções rimáticas, seja rimando as sílabas tónicas de cada palavra, seja rimando várias palavras em cada verso.
Tem na sua história participações em várias mix-tapes, compilações e também colaborações estreitas com outras figuras singulares do HipHop português como Sam The Kid, Cool Hipnoise, Chullage, NBC, SP&Wilson, Sir Scratch, Xeg, Dj CruzFader, DJ Bomberjack etc.
Desde 2002 tem rodado o país inteiro em concertos, alguns deles memoráveis como o HipHop Tuga All Stars.

"Kara Davis" estará à venda nas lojas a 17 de Dezembro a 11 euros. Podem no entanto comprar na SóHipHop a 7..5 euros em Pré Venda!

Kara Davis Intro:



Já agora, para ficarem a conhecer um pouco melhor o Regula... Aqui está um improviso dele para o DVD "toxic tv".


Asa - Fire On The Mountain

Life and Lyrics

Nem vou comentar grande coisa... O filme não é recente, mas para muitos de voces é novidade. Portanto aqui fica a dica, que com pouco dinheiro se consegue fazer um filme Muito bom! Claro está que quem nao gosta de hiphop nao vale a pena sequer espreitar.


quarta-feira, dezembro 05, 2007

Tempo Para Nós


Para além de ter acabado praticamente com o analfabetismo na Venezuela, de ter reforçado o papel do Estado enfraquecendo o poder do sector privado, e de ter arranjado um programa de venda de petróleo subsidiado a países que não podem pagar a preço de mercado, há pouco tempo o Governo de Hugo Chavez fez aprovar uma lei que obrigará à redução da jornada laboral de 8 para 6 horas diárias. Os venezuelanos a partir de 2010 passarão a trabalhar apenas 6 horas por dia, sem que essa redução horária afecte o seu vencimento mensal.
Chavez não é certamente um homem perfeito, também discordei de algumas medidas que tomou, mas o que é inegável é que Chavez é dos governantes com mais sensibilidade humana de todo o espectro político mundial. Um governante, deve governar para as pessoas, preocupar-se com o nosso bem-estar, deve estar empenhado em resolver os nossos problemas. O Mundo foi invadido por políticos que ou são corruptos, ou são uma cambada de tecnocratas que só sabem falar de números, défices, economia, enquanto as nossas vidas quase que não mudam e lá saímos nós moribundos do trabalho depois de 8 horas agonizantes.

É mais que nítido que todos precisamos de mais tempo para nós, mais tempo para nos divertirmos, mais tempo para namorarmos, mais tempo para aprendermos, mais tempo para estarmos com os "nossos", só queremos mais tempo. Chavez percebeu isso e deu tempo às pessoas. Deu-lhes tempo para serem mais felizes, tempo para se sentirem menos escravas. Logo apareceu o patronato, os partidos de direita, e os economistas neo-liberais a dizer que com menos horas de trabalho, o país produz menos e entra em decréscimo económico, por isso as pessoas não podem ter mais tempo, reclamavam eles. Não sou economista e já ando farto dessa politiquice insensível que tenta justificar tudo através de dados económicos, mas o que me parece também óbvio é que a trabalhar apenas 6horas as pessoas estão mais felizes, estão mais motivadas e até poderiam produzir tanto ou mais que em 8 horas de trabalho. Não deve ser uma equação fácil, mas nem me interessa que se debrucem muito tempo nela, porque quero que se foda esse economicismo. As pessoas são sempre o mais importante, ninguém tem que se sacrificar uma vida inteira para que os países atinjam esse tão anseado conforto financeiro. As pessoas querem tempo, querem ser felizes, têm sonhos para realizar. E querem isso já, ninguém quer esperar mais 5 ou 10 ou 20 anos. Arranjem outras soluções para o "vosso" sonho de vitalidade económica, não sacrifiquem mais as pessoas.

Manos tudo é política, a vossa felicidade depende quase sempre de decisões políticas, informem-se e votem em políticos que se preocupem convosco. Votem em políticos com sensibilidade.

Valete

sexta-feira, novembro 30, 2007

Greve geral Administração Pública dia 30 de Novembro de 2007!




As estruturas sindicais da Função Pública prevêem uma grande mobilização para a próxima sexta-feira, numa greve que pode ser uma das maiores de sempre. Ana Avoila, da Frente Comum, ligada à CGTP, Nobre dos Santos, da Frente Sindical da Administração Pública, ligada à UGT, e Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), são unânimes em afirmar que a mobilização para a jornada de sexta é muito grande.
A greve da Função Pública foi convocada em protesto pelos aumentos salariais de 2,1% decididos unilateralmente pelo Governo e pela alegada falta de vontade negocial do Executivo relativamente a outras matérias que tem estado em discussão, nomeadamente carreiras e vínculos.

A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 09 e 10 de Novembro de 2006 contra o aumento salarial de 1,5 por cento que o Governo decidiu aplicar, apesar de a inflação prevista nessa altura ser de 2,1 por cento.

A greve de Hoje conta ainda com a adesão dos sindicatos dos Médicos e do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) ou do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL).

Texto retirado do site esquerda.net

quinta-feira, novembro 29, 2007

Adivinhem quem voltou!!!

Ah pois é...!! Cá estou eu de volta ao activo!
Depois de algum tempo sem "postar", decidi que era o momento para vos dar marteladas na cabeçorra!! Sei que vocês não são muitos, mas ao menos vou me divertindo.
Começo já com um album não muito recente, mas ainda assim "novidade" para alguns de vocês...!
O Album é de Novembro de 2006, mas aqui fica a dica...

EX-PEÃO, membro fundador dos dealema, Edita o seu primeiro álbum a solo "MÁSCARA". O ALBUM foi inteiramente produzido,gravado e misturado pelo próprio no seu estudio caseiro,sendo a experimentação o conceito inicial do trabalho,Ex-peao apresenta o resultado final desta experiencia. Este album conta com as participações de DJ Guze, Fuse, Ace, Mundo, Marta Ren, Maze, entre outros.

01. Máscara (com DJ Guze)
02. Real e Verdadeiro
03. Sente o Impacto (com Fuse e DJ Guze)
04. Guerra dos Anjos
05. Bairro
06. Noites Frias (com Ace)
07. No Andamento
08. A História, A Luta... (com Mundo e Marta Ren)
09. Pombas Brancas da Cidade
10. Terapia de Choke (com Ortega, Rato e Rey)
11. O Amanhã (com Maze)
12. Exije Dignidade (com DJ Guze)
13. Chuvas Torrenciais
bonus: Pós-Modernos

- Temas produzidos por Ex-peão
- Compact Records / Banzé

Fiquem entao com o Single do album, "BAIRRO".
Peace!!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Fechado para Obras




Já ha algum tempo que nao publico nada, mas em breve voltarei.
Provavelmente estou a escrever para o boneco, ja que poucos visitam o blog, mas de qq das formas aqui fica a dica.
Quando sentir que devo voltar, ca estarei.

sexta-feira, julho 27, 2007

Reportagem com Valete in "Visão" nº721 de 28/12/2006



Rap de Intervenção

O álbum Serviço Público, de Valete, foi o murro no estômago do ano. Com um discurso revolucionário, o rapper da Damaia saltou do hip-hop underground para as playlists das rádios. A revolução está na rua?

Licenciado em Ciências da Comunicação, 26 anos, empregado no departamento comercial de uma empresa de recursos hídricos. O perfil de Keidje Lima não bate certo com a imagem de guerriheiro urbano, no mundo do rap underground, mas tal como acontece com a maioria dos justiceiros solitários da banda desenhada, o seu alter ego - Valete - pouco tem a ver com a normalidade do seu dia-a-dia. Os seus superpoderes? A música e as palavras.

«O meu chefe nem faz ideia deste meu outro lado...», comenta com o sorriso de quem desvenda um segredo. A ser verdade, isto so revela que o seu chefe não está atento. Nos últimos meses, o álbum Serviço Público deu a Valete uma inesperada exposição mediática e a sua música começou, finalmente, a passar nas rádios - o tema Os Meus esteve duas semanas consecutivas no 1.º lugar do top da Antena3. Com mais de 4 mil álbuns vendidos - «um número muito bom para um disco independente», sublinha -, Valete tornou-se num fenómeno de popularidade, muito para lá das fronteiras do circuito underground, onde já era visto como um dos mais talentosos MC's nacionais. O segredo parece estar na vertente política das suas letras. «Eu sou um dos filhos deste mundo que a luta inspirou (...) Sou o anti-herói que o povo aclamará», profetiza, no tema que encerra o disco, numa letra na qual são lembrados os nomes de Guevara, Gandhi, Arafat, Xanana, Malcom X, Luther King, Zapata e Amílcar Cabral.

O modo radical, violento até, como fala da sociedade, em rimas disparadas em todas as direcções, não deixa ninguém indiferente, mas deve ser descontextualizado: «Há miúdos que lêem as minhas letras de uma forma cega, não lêem a mensagem nas entrelinhas, e isso pode ser um problema. Já recebi mails a perguntar-me se estou disposto a pegar em armas para tomar a Casa Branca [risos]. Eu não sou contra esta sociedade, que tem coisas más mas também tem boas. Devemos é avançar, a partir das boas, para criar algo melhor. É nesse sentido que eu faço o meu rap de intervenção», explica.

No disco, ouvem-se excertos de intervenções públicas de Fidel Castro e Hugo Chávez. O discurso marcadamente político surge agora na conversa com a VISÃO. Despertou para a política durante o liceu, «por influência de um professor de Filosofia». Ainda pertenceu à Juventude Comunista Portuguesa, mas desistiu, pouco tempo depois. «Os jovens têm pouca participação nos partidos», justifica, revelando que, hoje, vota no Bloco de Esquerda. «Sempre estive muito próximo do Portugal do salário mínimo e dos imigrantes, conheço bem essa realidade», atira. Valete vive, há oito anos, na Damaia - antes morou em Benfica e na Amora - e fala com verdadeiro conhecimento de causa: «A criminalidade está muito ligada à pobreza, mas quem não conhece a realidade dos subúrbios não percebe isso. Os imigrantes continuam a não ter referências, nas quais se revejam. Não há um actor ou um apresentador de televisão negro. Se o traficante de droga é a pessoa mais bem sucedida do teu bairro, é isso que tu vais querer ser, quando cresceres.» No seu caso, isso não aconteceu. Filho único de um casal de são-tomenses, os pais obrigaram-no a estudar, e Valete ou, neste caso, Keidje, não os desiludiu, concluindo o superior na Universidade Independente. «Tirei o curso e arranjei um emprego estável, o que é bom, em termos de liberdade criativa. Assim, não tenho de estar dependente da ditadura das modas.»

As Editoras e os media são outro dos alvos das suas canções: «Já fui mais contra os media... Hoje, reconheço que é bom passar mais vezes na rádio e dar entrevistas para jornais e revistas. É um modo de chegar a mais gente.» No que toca à indústria da «música de plástico», não é tão brando: «Ainda não aconteceu a OPA das editoras sobre o hip-hop português, mas está para breve... Receio pelo futuro do hip-hop.» Para não ser mais uma vez mal interpretado, deixa cair alguns elogios às estrelas nacionais: Boss AC - «Tenho um grande carinho por ele» - e Da Weasel: «Arriscam bastante e é bom que vendam muito.» E também, claro, a Sam The Kid, que, em conjunto com Conductor (dos Buraka Som Sistema), produziu Serviço Público. «O Sam é diferente, é um verdadeiro compositor, que vai fazer história na música portuguesa e merece todo o sucesso.» Foi, aliás, com Sam The Kid que Valete deu os primeiros passos no hip-hop. «Tinha 16 anos e senti-me atraído por esse campo de liberdade de expressão infinito.» Afinal, mais do que ideologia, «o rap é revolta» e é exactamente por isso, defende, que é tão «apelativo junto dos jovens».

Por Miguel Judas para a revista "Visão"

Reportagem sobre Graffiti in "P2" (suplemento do jornal "Público") de 28/02/2007


A arte clandestina pinta ou suja as ruas?

As respostas vão da irritação ao silêncio. Há graffiti por todo o país, dos centros históricos aos subúrbios. E nós, que vivemos rodeados por eles, nem sabemos bem o que são.

Eles estão nas nossas paredes. São graffiti, são tags, mas também cada vez mais stencils, autocolantes, wheatpaste, arte de rua, intervenção urbana. Perguntar quais são arte e quais são lixo - qual a fronteira? - é procurar uma não-resposta.

"A pergunta é válida e há diferenças, mas é e será sempre subjectivo" avaliar um tag - o nome escrito na parede com letra estilizada - e decidir se é apenas uma garatuja que suja, um acto de vandalismo sobre uma superfície que não o merece, diz André Torgal, uma espécie de etnógrafo da arte urbana e dos graffiti.

A única coisa que pede um entendido como Torgal "é que não se rejeite tudo à partida". André Torgal é analista de sistemas informáticos, tem 23 anos e mantém a página sa.culturalivre.com, onde colige centenas de imagens do que vê na rua. "As pessoas estigmatizam os tags, como sendo vandalismo, em relação aos quais são contra. Mas os graffiti andam lá perto, umas vezes são arte, outras vezes são vandalismo."

Natxo Checa, director da galeria Zé dos Bois (ZDB), no Bairro Alto, em Lisboa, define os graffiti como "manifestações populares, oriundas sobretudo dos Estados Unidos, que passam a fazer parte do visual urbano" e que implicam alguma revolta, pela ilegalidade que os impregna. A crítica que se solta quando se vê uma parede toda assinada, de forma aparentemente anárquica, surge "porque toda a arte urbana é feita em propriedade alheia", o que está mesmo a pedir uma reacção, diz André Torgal. E, por vezes, é a mesma pessoa que, num "impulso", faz os murais que muitos admiram e desfigura com tags um edifício que todos querem proteger, históricos e até recuperados, esclarece.

Isto é o que dizem dois observadores convictos. Tudo seria mais fácil se "eles", os que fazem graffiti nas ruas de Portugal, explicassem o quê e porquê que fazem o que fazem. Mas após alguns contactos, a resposta foi sempre a mesma: os writers não gostam de falar.

Há em todo o país, do Bairro Alto, uma das zonas da noite de Lisboa, à Travessa da Cedofeita e Bairro da Bolsa, de Siza Vieira, no Porto, passando por praticamente todos os subúrbios e centros históricos de todas as cidades.

O boom
O graffiti, expressão integrada da cultura hip-hop vinda da Nova Iorque negra dos anos 80, mas que já existia antes, no punk dos anos 70; o stencil, a pintura com recorte que é da família dos murais de mensagem política; os autocolantes e colagens, formas de intervenção urbana que em Portugal são bem menos politizadas do que nos EUA ou no Reino Unido. Todos estão ao fresco, expostos como arte - ou não - na rua.

Lisboa e Porto assistem há muito a um crescimento da indústria dos graffiti, com lojas especializadas a vender tintas (em Lisboa há várias) e anúncios na Internet como este: "Executamos trabalhos de graffiti em qualquer espaço e dimensão. Fazemos workshops com crianças, pintamos telas, skates, pranchas, etc." Esta é a face legal dos graffiti, quando eles não são vandalismo, feitos com autorização ou por encomenda, como arte decorativa.

"Tags sem sentido"
Phil Baines, professor de Tipografia na célebre Central Saint Martins College de Londres, vocacionada para a moda e o design, esteve em Lisboa no Outono para as jornadas da Association Typographique Internationale, no âmbito das quais promoveu uma visita guiada pelas "letras" de Lisboa. Observador reticente da arte de rua e dos graffiti, Baines constatou o aumento da presença da escrita clandestina em Lisboa. Visitou a capital em 2003, em busca da herança tipográfica lisboeta, e encontrou e documentou "muitas imagens e stencil, sobretudo anti-EUA", por alturas da invasão do Iraque. Mas nesta última visita, o cenário era diferente. Em 2003 "não havia muitos tags" e agora, diz apontando para uma esquina da Rua Garrett, "há muito mais tags sem sentido".

É aqui que está o centro da questão: qual é a intenção de quem faz estas intervenções? Natxo Checa vive com a arte e com estas tendências e manifestações bem integradas no seu universo pessoal e profissional. Como morador de Lisboa e do Bairro Alto, mas também como galerista e comissário, visto que tem como missão "seguir todas as tendências de manifestação e representação estética". Mas Natxo Checa, que veio há anos da Catalunha para Portugal, também não gosta das pinturas que são feitas "sem um sentido" ou pensamento por trás e que enchem o "seu" bairro. Isso não quer dizer que não haja paredes cobertas com nomes caligrafados que não sejam belas aos seus olhos. André Torgal ajuda a complicar: "O tag faz sentido para quem o faz."

Absorção pela arte
Sem ser possível desenhar uma fronteira recta, direita e bem definida entre a arte pública, a intervenção política, o belo e o sujo, a verdade é que a rua é uma galeria ao ar livre há séculos. Não só esta é a mais antiga forma de arte do mundo, a "herdeira da pintura rupestre" (as palavras são de Torgal), como a "própria cultura institucional já a reconheceu". O "etnógrafo da arte urbana" dá como exemplo a valorização patrimonial dos murais do 25 de Abril. Natxo Checa acrescenta o caso-Zapata: os zapatistas de Chiapas, no México, têm nos murais uma forma de comunicação política.

E, de mansinho, a arte grafitada já está nos museus, apesar de os puristas dizerem que ela não pertence ao reino das fotografias, nem das galerias, mas apenas à rua.

Essa absorção pela "cultura institucional", o circuito das galerias e museus, pintou-se nos primórdios (anos 80) com as cores do americano Keith Haring (1958-1990), inspirado pelos primeiros writers de graffiti, e com o sucesso de Basquiat. Keith Haring, com "o tipo de intervenção que faz, pop e perceptível", nos anos 1980 da sida nos Estados Unidos, é um exemplo incontornável para Natxo Checa. Foi este tipo de abordagem que abriu caminho para a integração do mister na arte, para que os graffiti e a arte de rua fossem "recuperados e introduzidos no espaço galerístico".

Quando, em 2006, o Museu de Brooklyn, em Nova Iorque, integrou uma exposição de graffiti, a comissária Charlotta Kotik manifestou a sua esperança de que isso ajudasse a compreendê-lo - o graffiti. Os writers eram pessoas "com muito poucas hipóteses de serem ouvidas, por isso sabiam que iam receber atenção ao perturbar a ordem estabelecida", disse Kotik à TimeOut de Nova Iorque.

O artista Terrance Lindall, director-executivo do Centro de Arte e História de Williamsburg, bairro vizinho de Manhattan, corrobora essa ideia. "Na minha opinião, o graffiti é revolucionário e qualquer revolução pode ser considerada um crime. As pessoas que são oprimidas ou suprimidas precisam de uma saída, por isso escrevem nas paredes - é grátis."

Lisboa, Bairro Alto
Galeristas e comissários portugueses estão também a convidar a arte da rua a entrar portas dentro dos seus espaços de exposição, ou a concessionar espaços fora delas. Foi o caso do muralista português Rigo, que se dividiu entre o espaço na rua da Barroca, no Bairro Alto, e as ruas de Lisboa para uma retrospectiva do seu trabalho, a convite da ZDB. Já Vera Cortês (que tem uma galeria na 24 de Julho, Lisboa) colocou a street art de Alexandre Farto e Miguel Maurício na Galeria Promontório, para tentar responder, ou pelo menos provocar, com a questão "Pode uma arte "delinquente" adaptar-se ao contexto galerístico sem se subjugar aos formatos socialmente aceites?".

Sobre a situação no Bairro Alto André Torgal ri-se. "Quem se queixa [das pinturas] são as pessoas que intelectualizaram o Bairro", que migraram para os espaços deixados vagos pelas prostitutas e casas de fado vadio. "São os consumidores do Bairro Alto", que deixam os copos de plástico vazios de bebedeira no chão e nas janelas, que mantêm acordadas as crianças do bairro pela madrugada. "O que lá se passa é o reflexo de uma nova geração", diz André Torgal. "Não há nenhum sítio em Lisboa que esteja mais cagado, mais pixado do que o Bairro Alto", constata o director da ZDB, e isso deve-se ao facto de ser "um sítio de liberdade, de encontro social, que gera esse tipo de atitude".

O catalão Natxo Checa comenta que, ao contrário do que acontece em São Paulo, no Brasil, em que muitos writers procuram "um sítio singular e recôndito para inserir uma marca", nas paredes do Bairro Alto não há sigilo, há gritos. Os grupos vindos de fora de Lisboa "marcam o seu território" para todos verem. No mesmo espectro e nas mesmas ruas, "os produtos culturais mais interessantes que se encontram no Bairro são de stencil" e wheatpaste, "aqueles autocolantes grandes", que são como símbolos da ligação cada vez mais evidente destas intervenções ao design gráfico e às artes, diz o director da ZDB.

André Torgal acumula a experiência da cidade, dos comboios, do metro e da caligrafia-spray. E confessa que gosta "das coisas como estão". "É um espectáculo que vou admirando. Se não houvesse uma dose de repressão e clandestinidade na intervenção urbana, ela não era o que é." Com o mesmo olho crítico para o que vê nas paredes, Torgal vê as fotografias que publicamos hoje no P2: há trabalhos que são de artistas estrangeiros que passaram por Portugal, há outros feitos pelos próprios lojistas do Bairro Alto para marcar o território e evitar que seja atacado pelos artistas de rua, descodifica. E há coisas, como a inscrição "gang reais vândalos" num muro no Porto, "que não são nada".

Por Joana Amaral Cardoso para "P2" (suplemento do jornal "Público")

Sam The Kid (in "Jornal de Notícias" de 28/01/2007)


"Os discos são os meus filhos e quero que sejam bem tratados"

Aos 27 anos, Sam The Kid é um dos talentos mais seguros e admirados da nova música portuguesa. O rapper de Chelas lança agora "Pratica(mente)", o seu quarto disco, e confirma as expectativas que nele já se depositavam. São batidas e rimas com a métrica certa e um conteúdo que destila o lúcido espírito crítico e intervencionista. É um dos músicos do momento. Merece ser ouvido.
Sam The Kid vive em plena zona I de Chelas, ali a escassos metros do Liceu D. Dinis. O rapper desceu do seu sétimo andar num elevador onde alguém escreveu "Fuck Da Police" e encontrou-se com o JN, cá em baixo, junto a umas paredes com inscrições de vária índole como, por exemplo, esta "Sempre na vossa mira". Ao longe passam vizinhos que o cumprimentam com um assobio e o polegar erguido. Ei-lo, então, no seu habitat natural, e em discurso directo.

- Sempre viveu aqui em Chelas?
Sam The Kid - Sempre vivi aqui e não me vejo a sair daqui, sinceramente. Talvez só se me juntasse com uma rapariga. Mas nem com independência monetária sairia daqui. Um factor muito importante para mim é o ambiente - e gosto mesmo deste. Sair daqui matava um pouco a cena. Gosto desta coisa do bairro, de conhecer as pessoas e de toda a gente me conhecer. Até a cena da cuscovilhice é fixe, uma cena bonita. Deve ser um pouco deprimente viver nos arredores, em dormitórios, e isso acaba por afectar a personalidade.

- Este bairro é uma fonte de inspiração para a sua música?
Sam The Kid - Exactamente. Chelas é uma fonte de inspiraçao. Tenho músicas que falam de coisas concretas que só as pessoas daqui sabem do que estou a falar. Mas não faço só música para o bairro.

- Esta zona é conotada com o crime e tem fama de ser perigosa. Isso é a realidade?
Sam The Kid - Agora vivemos momentos mais calmos. As pessoas não querem arranjar problemas dentro da propria área. Antigamente, numa geração anterior à minha, até havia uma certa tensão racial aqui a Zona I era uma zona mais branca e havia aquela cena do "tu não podes vir aqui e eu não posso ir ali". Agora é muito mais à vontade. Mas não te sei dizer se é uma zona perigosa ou não, man. Acho que é uma zona tranquila. Agora é uma zona à maneira, não é nenhum gueto. É claro que há sempre coisas que acontecem: ainda ontem recebi o telefonema de uma amiga a dizer que o irmão tinha sido preso. Mas se calhar, ontem, em Cascais um gajo qualquer também foi preso, nao é?

- Há muito hip hop aqui em Chelas?
Sam The Kid - Há cada vez mais. Hoje em dia, no rap, as coisas estão mais massivas - há rap na televisão a toda a hora. É natural que as pessoas queiram fazer as coisas que estão mais na moda. Depois há pessoas que entram e desistem e outras que entram e evoluem. Tento estar atento. No outro dia fui aí a uma festa que até apareceu nos jornais porque deu tiroteio e o caraças...

- Tiroteio?
Sam The Kid - Estava lá bué de pessoal de Chelas mas era tudo amigo. Tu não vais armado para uma festa na tua área - vais para lá ver amigos. Quem veio armado foi pessoal que veio de fora, estás a ver? Depois falei com um puto que lá actuou e que me disse que era o primeiro concerto dele, mas que teve pena que tivesse acabado em tiroteio porque estava à espera que eu fizesse lá umas rimas.

- Os míudos mais novos do hip hop valorizam a sua opinião?
Sam The Kid - Tento sempre motivar as pessoas que começam a rappar. Há chavais que me mandam cds pelo correio e que me pedem a opinião. Sinto-me muito grato. E mesmo que as coisas estejam muito verdes, tento sempre motivar as pessoas. Primeiro digo as coisas boas e só depois digo as más. Por exemplo "Aqui estavas a ler e nota-se que não estás a ser convincente, as tuas dobras não foram muito precisas". Ainda anteontem estive aqui a ensinar um rapaz a mexer nos sons e a revelar os meus segredos. Não tenho problemas nenhuns em revelar as minhas técnicas.

- Há quem não revele?
Sam The Kid - Não sou um gajo como aqueles djs que tapam a etiqueta do disco para as pessoas não saberem o que ele está a passar - antes havia um pouco essa cena, essa cultura do segredo e que eu não respeito nada. Quero explicar ao outro como faço para depois ele fazer melhor do que eu e eu aprender com ele. É assim que a arte evolui. No meus álbuns estreio sempre pessoal que grava as primeiras rimas. Quando o pessoal é bacano, eu sinto iá.

- O hip hop português é um movimento unido ou existem rivalidades?
Sam The Kid - Em geral, o pessoal dá-se bem. Pode haver um ou outro atrito mas isso é normal em todas as áreas, não é só no hip hop.

- As suas rimas são certeiras e nota-se que há ali muito treino e dedicação. Escreve todos os dias?
Sam The Kid - Estou sempre no modo esponja, ou seja estou sempre a absorver. Nunca desligo o botão nem me fecho para a criatividade. Mas até faço mais batidas do que rimas.

- E lê muita poesia?
Sam The Kid - Tenho uma problema, não leio livros compulsivamente. Gosto mais de ouvir poesia do que de ler poesia. Se leio poesia, não sei se estou a ler bem, estás a ver? Se for poesia bem recitada - como o Mário Viegas ou o Ary dos Santos -, parece que se transmite mais emoção. Interesso-me bastante pelo Mário Viegas e gravo tudo o que apanho dele.

- Nas suas letras nota-se uma preocupação em salvaguardar a sua integridade artística. A indústria já tentou manipular a sua música?
Sam The Kid - Não, nada. Tenho liberdade total. Eu é que mando. Pode parecer de menino mimado mas sou assim por exemplo, sou eu que escolho o meu reportório e o single. É assim que vejo a cena: os meus discos são os meus filhos e quero que eles sejam bem tratados. E depois, nós, com o tempo, vamos aprendendo várias coisas: e ficamos cada vez mais frios. Se não tiveres manager podes ser engrupido. E um gajo fica a pensar: mas por que é que só estou a receber o dinheiro depois do espectáculo? É que há muito o cliché do organizador desiludido que diz que estava à espera de mais gente - mas tenho que sujeitar-me a essa merda só para ser um gajo simpático e bacano? Não: dá-me a guita antes. É que um gajo já foi enganado. E isso não é ser ganancioso.


O novo disco de Sam The Kid deve ser ouvido por todos aqueles que costumam torcer o nariz a tudo o que seja hip hop. Há uma série de preconceitos que podem ser detonados com a audição de "Pratica(mente)". Um deles é este: o rap não é sinónimo de música simplista feita por miúdos de boné e roupas largas que cantam rimas básicas temperadas por "bués", "iás" ou "yôs" enquanto tentam surripiar o telemóvel do transeunte. Nada disso: mesmo não sendo eruditas, as letras e as rimas de Sam The Kid, retratam a visão lúcida de uma geração que não se acomoda na inércia ou na apatia. O artista não tem problemas em desatar a apontar ao dedo à própria classe de músicos, nomeadamente a todos aqueles que comprometem a sua arte em busca de mais dinheiro. Para mais, todas as rimas surgem em cima de tapetes instrumentais ricos em subtilezas e irrestíveis no apelo à dança.

Por Cristiano Pereira para o "Jornal de Notícias"

quinta-feira, julho 26, 2007

Common sense Lança novo album!


Finding Forever” é o sétimo álbum de Common, rapper, escritor e actor de 35 anos, natural de Chicago. A sua música é ligeiramente mais vocacionada para o público adulto, ideal para quem procura aquela poesia lírica e sonora, ausente na maioria dos sucessos urbanos que tanto atraem as camadas mais jovens.

Common abriu o ano de 2007 com dois novos temas, “A Dream” com a colaboração de Will.I.Am e “Play Your Cards Right” com Bilal. O primeiro tema está incluído na banda sonora do filme “Freedom Writers” e o segundo na banda sonora do filme “Smokin’ Aces”, no qual Common também participa.

Depois de muita especulação e sucessivos adiamentos, “Finding Forever” vai estar finalmente disponível a 31 de Julho deste ano.

“The People” é o primeiro single, foi produzido por Kanye West e conta com a participação de Dwele, músico e cantor de Detroit. “The Game”, o segundo single, também foi produzido por Kanye West e contem scratches de DJ Premier. “Driving Me Wild”, com Lily Allen e mais uma vez com Kanye West na produção, será o terceiro single deste álbum.

Devo Springsteen elaborou a produção do tema “Misunderstood” inspirando-se no clássico “Dont Let Me Be Misunderstood” de Nina Simone. Will.I.Am foi o responsável por “I Want You” e os créditos da produção de “So For To Go” irão ser entregues a J Dilla (1974-2006). Kanye West produziu as restantes faixas. O pai de Common cumpre a tradição ao fechar o álbum com alguns minutos de Spoken Word.

“The Game”, “Misunderstood” e “Break My Heart” são até ao momento, os temas que mais me inpressionaram.

Finding Forever (31 de Julho 2007)

01. Intro
02. Start The Show (feat. Kanye West)
03. The People (feat. Dwele)
04. I Want You (feat. Will.I.Am)
05. Southside (feat. Kanye West)
06. Driving Me Wild (feat. Lily Allen)
07. So Far to Go (feat. D’Angelo)
08. Break My Heart
09. Black Maybe (feat. Bilal)
10. The Game (feat. DJ Premier)
11. Misunderstood
12. Forever Begins (feat. Bilal & Loonie “Pops” Lynn)

The People (feat. Dwele)



The Game (feat. DJ Premier)

quarta-feira, julho 25, 2007

PJ encerra três sites portugueses de downloads




Três sites portugueses na Internet que serviam de plataformas para pirataria informática e troca de software foram encerrados pelas autoridades nacionais numa operação inédita que afectou 200 mil utilizadores, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ). Os sites www.zetuga.com, www.zemula.org e www.btuga.pt foram encerrados no decurso de uma operação conjunta da PJ e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizada terça-feira, que visava evitar a "reprodução de conteúdos protegidos por direitos de autor através da Internet, dando cumprimento a seis mandados de busca, em Ovar, Leiria e Lisboa".
Os sites eram utilizados preferencialmente por cidadãos nacionais, já que permitiam que fosse apenas contabilizado tráfego de download e upload nacional, cujos limites mensais de consumo são muitos grandes na maior parte das operadoras portuguesas de Internet. "Os gestores dos sites em questão, entres eles um elemento da PSP, foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência", refere a PJ em comunicado.

segunda-feira, julho 16, 2007

Jorge Palma - Video do Single "encosta-te a mim" retirado do Album "voo Nocturno"

Jorge Palma Lança Novo Album.



Jorge Palma está de volta três anos depois de “Norte” com um “Voo nocturno” especial. O seu melhor disco, na sua própria concepção.

Um disco intimista, construído com arranjos simples, gravado apenas pelo Jorge e os seus “demitidos”, é um disco quase acústico. Um convite a um eco social.“Encosta-te a mim” é o single do álbum. Quanto a mim, não sendo a canção mais apelativa é uma bela balada de amor, típica de um Jorge maduro e pronto para finalmente, não só, se dar com toda a gente, mas se dar a alguém...

Jorge maduro, de bem com a vida e a recomendar-se, a mostrar o que de melhor sabe fazer. É sempre um prazer tê-lo a voar connosco.


Alinhamento:
1. Encosta-te a mim
(Jorge Palma)
2. Voo Nocturno
(Jorge Palma)
3. Rosa Branca
(Jorge Palma)
4. O Centro Comercial fechou
(Jorge Palma)
5. Olá (cá estamos outra vez)
(Jorge Palma)
6. Abrir o sinal
(Jorge Palma)
7. Gaivota dos Alteirinhos
(Jorge Palma)
8. Casa do Capitão - instrumental
(Jorge Palma)
9. Vermelho Redundante
(Carlos Tê/ Jorge Palma)
10. Quarteto da Corda
(Jorge Palma)
11. Finalmente a Sós
(Jorge Palma)
12. A Velhice
(Samuel Beckett/ João Lagarto/ Jorge Palma)

quarta-feira, julho 11, 2007

Pimp the System



Tive acesso a um estudo de mercado sobre a música portuguesa e que certamente também foi consultado por várias editoras, rádios e canais de música. Nessa sondagem que abrangeu pessoas de classes, idades, ocupações, zonas, raças e sexos diferentes, o meu nome estava referenciado na categoria de HipHop, como um dos mc's portugueses que gozava de maior preferência por parte do público. Para meu maior espanto, Halloween também estava nessa lista dos rappers mais “almejados”, estando até à frente de outros mc's e grupos de HipHop com exposição massiva nas rádios e nos canais de televisão. Surpreendente e extraordinário porque o Halloween tem apenas um álbum editado, não tem nenhum clip a rodar nas televisões, nem nenhum som na playlist das rádios mais conhecidas.
Para a MTV, por exemplo, é fundamental conhecer esse tipo de estudos, e principalmente os resultados na categoria de HipHop, porque o HipHop para além de estar na moda também foi o estilo musical que nos últimos anos mais cresceu junto das comunidades jovens (publico alvo da MTV). Hoje mais do que nunca eles são forçados a ter HipHop na sua programação.
Um videoclip de uma música hardcore, áspera e subversiva como “Anti-Heroi” entra na Hitlist da MTV não porque se adapta aos modelos alegóricos do panorama audiovisual mainstream, mas sim, porque existe hoje uma agremiação grande de jovens que tem vindo a crescer com o “hiphop tuga” e que exerce uma pressão indirecta sobre estes centros de divulgação musical, obrigando-os aos poucos a transformar a sua grelha, e a passar também os artistas mais reconhecidos nas “ruas” em vez de só passarem os artistas formatados e impingidos pelas editoras majors.
Nesta altura em que no HipHop português já se notam vários vestígios de plastificação musical sustentada por editoras e pela comunicação social, é importante que os verdadeiros mc's, e principalmente aqueles que têm uma mensagem mais interventiva e progressista usem o conceito “Pimp the System”. É importante que saibamos tirar proveito da “moda do HipHop” e destes espaços maiores de promoção de corporações multinacionais como a MTV, para disseminarmos a nossa ideologia e fazermos uma digna representação do HipHop. A ideia é: Revolucionar usando os meios do Sistema. Pimp the System.
Em diferentes alturas artistas não estandardizados como Dead Prez, The Roots, Common, Erykah Badu, Mos Def etc, conseguiram uma rotação significativa na MTV americana, chegando assim às massas e podendo assim educá-las politicamente, socialmente ou musicalmente. Eu próprio também fui alvo desse processo educativo. Hoje afirmo sem incertezas que eu seria uma pessoa totalmente diferente se nos anos 90 não fosse um espectador assíduo do “Yo MTV Raps” ( falo do antigo “Yo”, não dessa patetice que dão agora ). Aqueles clips, aqueles artistas, aquelas entrevistas, aquelas jam sessions causaram em mim uma mudança irreversível. Acredito que para melhor.
Por tudo isto, digo que é indispensável que promovamos as nossas músicas, usemos todos os canais possíveis, é necessário que cheguemos ao máximo número de pessoas, mas que não caiamos na armadilha de nos adaptarmos ao que eles querem que o HipHop seja. O HipHop somos nós e não o que eles querem que seja. É suicida promovermos a nossa cultura com o “basiquismo” à la Mundo Secreto. A música já está cheia de coisas iguais, coisas óbvias, coisas fáceis. A música está cheia de anti-arte. Vamos promover HipHop na MTV, na Sic Radical, na TVI onde quer que seja, mas com skills, com criatividade, com complexidade, com arte. Vamos promover o HipHop com HipHop.






Texto escrito por Valete.


para mais informação visitar o blog da Horizontal Records.


quarta-feira, junho 27, 2007

Juvemoz 2007














A Câmara Municipal de Estremoz organiza entre 6 e 8 de Julho a 9ª edição da Juvemoz. A festa da Juventude irá ter como cabeças de Cartaz nomes como Sam the kid (sexta-feira, dia 6) e Mundo Secreto (Sábado, dia 7), entre outros. Além destes espetaculos, da discoteca, dos bares e das actividades Radicais. ("Escalada, rapel, slide, paintball, etc...), Em paralelo decorre a Expojuvemoz, onde as colectividades e instituições, assim como comerciantes, podem expor os seus produtos. Pelo segundo ano haverá a Juvemoz Lan Party, que tal como na edição do ano passado, se espera que atraia bastantes jovens, amantes deste tipo de iniciativas.

Ps:Isto é tudo muito bonito, mas espero que nao voltem a cometer o mesmo erro de outros anos, em que metem os artistas num palco minusculo e dentro do pavilhão. Isto é um festival de verão e seria optimo ver concertos ao ar livre e nao num pavilhao enorme que diminui bastante a qualidade de som e que faz com que grandes concertos mais pareçam concertos de bandas amadoras. Aqui fica o exemplo dos "mind da gap" que ao vivo sao muito bons e que no ano passado ao actuarem dentro daquele antro de fumo, deram um concerto horrivel. o Som estava merdoso e nao se percebia 90% do que eles diziam.
De qualquer das formas deixo aqui o programa da Juvemoz, para que possam ter uma ideia de como tudo irá decorrer.

Para mais informações visitem http://juvemoz.z3design.org/


Obrigado e Boa festa!

quarta-feira, junho 20, 2007

Sam the Kid - "abstenção"






AH pois é, o Samuel volta a dar que falar e mais uma vez pelas melhores razoes! Desta vez decidiu lançar um videoclip do segundo single (o tema "abstenção") do album "praticamente".
É um excelente video, embora ainda nao esteja disponivel com boa qualidade Imagem/audio. Ainda assim, na minha opinião é um clip muito bom de uma musica melhor ainda. Fiquem entao com o clip.
Enjoy :D


terça-feira, junho 12, 2007

Sam the Kid no Sempre em pé!!










Ora bem, neste video o nosso Sam the kid é barrado á entrada do programa "Sempre em pé" da RTP2! Mas o engraçado da "coisa" é que dura muito pouco tempo! lol Ora vejam! :)






Sempre em pé na RTP2

O Sempre-em-pé é o projecto de referência do humor de produção própria da RTP2: um programa diferente e inovador, que procura uma clara evolução na qualidade da escrita humorística, sem deixar de aproveitar os talentos deixados pela “Revolta dos Pastéis de Nata”, como é o caso do próprio apresentador e de alguns actores e guionistas. Esta produção apresenta-se como um grande desafio para os profissionais que a integram e para o próprio canal: humor de qualidade e em directo. A RTP2 assume desta forma a bandeira de um formato que não tem presença em nenhum dos outros canais portugueses.
O “stand up comedy”. O ponto de partida do programa será o “stand up comedy”, uma das formas de humor mais apuradas e difíceis de se conseguir quando bem feito. As experiências até hoje em Portugal foram sempre um “tiro ao lado”. Esta expressão “stand-up comedy” em língua inglesa indica um espectáculo de humor normalmente executado por apenas um comediante, geralmente em pé, sem o auxílio de qualquer outro jogo de cena e na ausência da “quarta parede”. Ou seja, o “artista” está sempre à mercê do público, que é um elemento integrante do ato. Tradicionalmente, o humorista aparece munido apenas do microfone, sem personagem, fantasia ou acessórios. O comediante de “stand up” não conta piadas conhecidas do público (anedotas). Habitualmente, prepara-se o espectáculo com textos originais, construídos a partir de observações do dia a dia e do cotidiano. Exemplos de grandes nomes que iniciaram a carreira como cómicos de “stand-up”: Woody Allen, Jerry Seinfeld, Richard Pryor, Bill Cosby e Ray Romano.
O formato. A mecânica do programa será simples e original. O “host”, Luis Filipe Borges, fará obrigatoriamente uma primeira apresentação e o seu próprio texto humorístico, mas terá também o desafio mais importante de construir uma ligação entre os demais humoristas convidados e os vídeos de humor do programa através de sua visão crítica e acutilante dos mais variados assuntos.
Convidados. Para além do apresentador, é importante a presença de pelo menos mais três “comediantes”. Um conhecido: a produção do programa convidada uma personalidade (actor, famoso, político etc.) para fazer um “stand up comedy” a “sério”. Ou seja, através de um texto já escrito pela equipa de guionistas e, após algum ensaio, o convidado “enfrenta” o palco e o público, sempre em directo. Um talento: Quer tenha escrito o guião ou não, este convidado será um talento reconhecido pelos seus dotes humorísticos. Uma revelação: a RTP2 propõe também aqui estimular e “descobrir” novos talentos, convocando ilustres desconhecidos e demonstrarem o seu talento diante das câmaras.
Sketches de Humor: Para além do “stand up”, o formato também contaa com vídeos humorísticos. A ideia é procurar um ângulo de originalidade. Para tal, queremos contar com dois aspectos; a “assinatura” e o “You tube”. Vídeos com Assinatura: tal como já acontece na “Revolta”, com o “Bubu”, e como acontecia com o “Jel”, queremos que os vídeos de humor sejam assinados por “talentos” já reconhecidos ou ainda por descobrir. Assim, teremos o próprio Bubu, com a sua estética arrojada e humor irónico; os ComedyB4, com acções de rua recheadas de improvisação; os “Fait Diver”, grupo novo e com um humor diferente e original; os “Pajorpa”, com um talento surpreendente; os “Pionés”, já conhecidos pelo seu lado “no sense”; e outros que já estão na calha. Vídeos You tube: Queremos ser um dos primeiros programas de televisão a utilizar como “ferramenta de trabalho” o mais recente e revolucionário motor da Internet: o You tube. Basicamente, faremos a ponte entre o You tube e a televisão: vamos solicitar aos espectadores que depositem seus vídeos neste “site” e semanalmente escolher-se-á um vencedor que terá direito a exibição no programa com respectiva “assinatura”. Ou seja, faremos o caminho “inverso” ao que se configura actualmente. Não da TV para o You tube. Mas sim do You tube para a TV. Acreditamos que esta iniciativa fomentará a criatividade e o surgimento de novos valores no humor e não só, uma vez que estamos diante de um trabalho que requer conhecimentos de realização, som, direcção etc.
O Maxime. O local não poderia ser mais apelativo. No “mítico” Maxime encontramos as condições ideais para este “late night show”. Um pequeno “teatro”, sem grandes luxos, a presença do público e um ambiente extraordinário. O resto é talento… sempre em directo. Sempre em pé.






segunda-feira, maio 28, 2007

Criminologia

Muitas vezes, o aprofundamento de certos assuntos torna-nos maus comunicadores, mas em determinadas ocasiões é necessário arriscar a eficácia comunicativa para não deixarmos escapar informação basilar que sustente a nossa argumentação.
Quando escrevi o texto “Extremista”, e referi que aceito todo o tipo de “crime consciente” de manos que são vítimas da exclusão social, que sobrevivem nesta oligarquia do Ocidente e que assaltam grandes estruturas financeiras, provavelmente deveria enquadrar este pensamento em mais dados que facilmente explicam a minha posição.
No Fórum da Horizontal, desenvolveu-se um debate sobre este tema, e lá pude defender com mais detalhe a minha perspectiva. Vou colocar neste texto muito do que escrevi nesse tópico do Fórum, para desta forma estar mais acessível a toda a gente.
Em primeiro lugar é preciso entender, que existe uma relação necessária entre a “criminalidade” e a pobreza e desigualdade social. O combate ao crime é uma tarefa utópica enquanto existir gente perpetuamente condenada ao desemprego ou ao trabalho precário. Quem tem fome quer comer, e quando se está faminto a moralidade vale sempre menos que um prato de comida.
Cada modelo económico cria fatalmente um modelo político. A Infra-estrutura gera a Super-estrutura. Um modelo económico capitalista como o nosso, necessita de criar um Estado que proteja os interesses dos dinamizadores desse sistema (multinacionais e grandes proprietários), para que estes possam criar cada vez mais riqueza à base da exploração de quem realmente a produz (nós, os trabalhadores).
Num Estado gerado por um sistema capitalista, as leis mais não são que instrumentos para regular a opressão da classe “burguesa” sobre a classe operária.
Por isso a noção que nós temos de “crime”, foi-nos imposta por uma elite determinada a servir o modelo económico existente. O que hoje nós dizemos que é “crime” não é uma expressão da nossa Moral, não é uma aplicação da Justiça, não é uma manifestação do espírito do Povo, é sim, em primeiro lugar uma capa de protecção para os ricos e abastados. NÃO FOI A MORAL QUE DETERMINOU O QUE É O CRIME, FOI O CAPITALISMO .

Por isso é que:
O teu patrão nunca será preso por não te pagar salários, mas tu poderás ser preso se tentares usufruir de algum produto da empresa que tu próprio ajudaste a fabricar.
Por isso é que:
O teu empregador, tem direito de te pagar 0,001% daquilo que tu produzes. Tu és apenas um escravo. O salário que te pagam serve apenas para te manteres vivo, porque convém sempre que vás trabalhar no dia seguinte.
Por isso é que:
Certas empresas colocam-te em estágios não remunerados durante 1 ano… como se alguém precisasse de 1ano para aprender uma profissão.
Por isso é que:
Hoje a lei permite que empresas tenham mais trabalhadores precários, do que trabalhadores efectivos.
Por isso é que:
É legal a venda do tabaco, do álcool e centenas de outros produtos (medicamentos e alimentos) altamente tóxicos, enquanto tens manos com 16 anos presos, por traficarem 50 euros de haxixe no jardim do teu bairro.
Por isso é que:
A Banca é uma das áreas de actividade económica mais lucrativas do nosso país, e por coincidência, é aquela que tem mais regalias fiscais. Para o Estado é mais importante sobrecarregar com impostos aqueles que mal ganham para viver, do que aqueles que nem conseguem contar o dinheiro que ganham.
Por isso é que:
Os “Vikings” americanos têm direito de entrar no teu país, destruir tudo à volta, torturar e matar a tua população, roubar as tuas riquezas e ainda cuspirem na tua cara dizendo que são os libertadores que vieram implantar a paz e a democracia.
Por isso é que:
Etc, etc, etc…
Como devem imaginar poderia encher todo o espaço em branco deste blog com mil e uma “legalidades” escandalosas que o Poder político validou para auxiliar o Poder económico. Aqueles que acreditam na separação e na independência do Poder Político em relação ao Poder Económico, mais não são que crónicos inergrumes que vivem adormecidos pelo fedor de toda esta imundície.

Sou claramente contra a violência desnecessária, claramente contra o roubo de pessoas que estão na batalha árdua do dia-a-dia, claramente contra o tráfico de drogas duras ( são os nossos que estamos a matar), mas não esperem que fique incomodado, quando oiço notícias de alguém necessitado que assaltou um Banco, um “Belmiro de Azevedo”, ou uma bomba de gasolina. Bem pelo contrário, dá-me um gozo do caralho.



texto escrito por Valete.

Horizonal Records

quinta-feira, maio 24, 2007

a Arte do Prego!





Venho por este meio informar-vos, que o meu querido Irmão não sabe Pregar um simples Prego!


E pronto, está dito...!! Podem começar a gozar com ele! LOL


Da Weasel - Niggaz

Apartir desta semana e até dia 10 de Julho, a Sic Radical i´ra transmitir um videoclip exclusivo do tema "niggaz" do ultimo album dos Da weasel! Assim sendo o segundo Single do album será entao este tema.

Fiquem entao como o novo Video "Niggaz"!

quarta-feira, maio 23, 2007

Capítulos Visuais vol.1 Sam the Kid - 2ª Parte

Capítulos Visuais vol.1 Sam the Kid - 1ª Parte

Margarida Pinto - Apontamento

Digamos que gosto muito da Musica, da voz e porque não... dela :P Margarida Pinto no seu Melhor!

segunda-feira, maio 14, 2007

valete-Anti Herói (video oficial)

valete-Anti Herói (video oficial)

Finalmente!! ah pois é, depois de algum tempo sem noticias, aqui esta o novo videoclip de "Anti Herói" do album "serviço Publico" do Valete!

Enjoy!

segunda-feira, abril 30, 2007

Descoberto planeta habitável além da Terra


Uma equipa de astrónomos europeus, entre os quais o francês Xavier Bonfils, do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa, descobriu o primeiro planeta semelhante à Terra fora do sistema solar. O "Gliese 581c" tem cinco vezes a massa da Terra e está a uma distância de 20,5 anos-luz, na constelação balança. Um dos astrónomos que participou da descoberta, Michel Mayor, da Universidade de Genebra, disse que a descoberta é um passo significativo para encontar vida no Universo. De acordo com o astrónomo francês Xavier Bonfils, outro membro da equipa que trabalha no Observatório Astronómico de Lisboa, "depois de conhecida a massa e a distância entre o planeta e a sua estrela, foi possível apurar que tem à superfície temperaturas entre 0 e 40 graus Celsius, o que o tornaria habitável". Xavier Bonfils explicou que o planeta "não é gasoso, como Júpiter, sendo antes constituído por material rochoso, o que o converte no planeta mais parecido com a Terra encontrado até agora".
O planeta demora 13 dias a completar uma órbita em torno da sua estrela. "Há anos que estávamos à espera disto. É uma grande descoberta", entusiasmou-se Bonfils. Dos planetas descobertos fora do sistema solar, este é o único que tem a distância certa em relação à sua estrela para ter uma temperatura semelhante à da Terra: entre zero e 40 graus Celsius. Por isso, tem a possibilidade de ter água em estado líquido à superfície, uma condição essencial à vida.
A estrela Gliese 581, em torno da qual o planeta orbita, tem um terço da massa do Sol e por isso entra na categoria das chamadas anãs vermelhas: estrelas fracas, 50 vezes menos luminosas que as idênticas ao nosso Sol.
Xavier Bonfils explicou que neste momento não dispomos de instrumentos para ver directamente estes planetas fora do sistema solar: "Vamos ter de esperar pelos telescópios espaciais previstos para a próxima década, para passar a essa fase." "Esta descoberta pode ser muito importante", disse o astrobiólogo Chris McKay, da Nasa. "Não quer dizer que haja vida, mas significa que é um planeta semelhante à Terra em termos de habitabilidade potencial." McKay previu que os cientistas vão acabar por descobrir dezenas ou mesmo centenas de planetas considerados habitáveis.

hum... interessante nao? :)

quarta-feira, abril 11, 2007

O Un Igate de José Sócrates





José Sócrates não constrói pontes. Não projecta edifícios. Não desenha auto-estradas. Se construísse pontes, projectasse edifícios ou desenhasse auto-estradas, eu estaria muito preocupado com a sua duvidosa licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente. Se José Sócrates viesse dizer "meus caros, agora quem vai construir o novo aeroporto da Ota sou eu", aí teríamos todos de nos chegar à frente para lhe perguntar: "peço desculpa, senhor primeiro-ministro, mas mostre aí o seu exame de Análise de Estruturas." Mas Sócrates nunca pôs de pé nenhuma parede. Provavelmente nunca empinou dois tijolos. Nem jamais demonstrou a mínima vontade de o vir a fazer. A única engenharia a que ele se dedica é política, e é no campo da política que convém focar a atenção, analisando o que é duvidoso e o que não encaixa.Assim sendo, se este pobrezito UnIgate está a tomar uma certa dimensão é apenas porque o gabinete de Sócrates tem dado sucessivos tiros naqueles pés que tanto talento têm para o jogging. É evidente que se o primeiro-ministro aldrabou o seu currículo na Universidade Independente isso é relevante. Dirá muito sobre o seu carácter, e o carácter de um primeiro-ministro é um tema de interesse público. Mas seria sempre um assunto menor se a atitude desde a primeira hora não fosse a de chutar para canto. Quem não deve não teme e, francamente, nem sequer há muito para temer. Afinal, quais são os factos que até agora a imprensa conseguiu apurar? Que existem diferenças (mínimas) entre as notas das pautas e do certificado final. Que o Ministério do Ensino Superior não sabe nada de finalistas de Engenharia Civil de 1996. E que o seu diploma foi assinado a um domingo. Não é grande coisa. Mas o silêncio de Sócrates é o combustível que alimenta a suspeita. Classificar dúvidas legítimas como "uma campanha de insinuações e boatos" é perfeitamente ridículo. Pelos vistos, o nosso primeiro-ministro ainda não percebeu que ninguém lhe exige que seja doutor. Apenas se lhe exige que não seja mentiroso. Será assim tão difícil?









Texto escrito por João Miguel Tavares.

quinta-feira, abril 05, 2007

A Palavra.


A caminho da essência verifico a cadencia
da matéria que se mostra a mim livre de regência
mato a dor de sentir demais, de amar demais, de pisar demais,
em convenções fundamentais,
encho a cabeça mas não há carga nos contentores
digo olá aos meus amores, bem-vindas novas cores
da utopia, eu crio filosofia todo o dia
quando a apatia senta no meu colo e arrelia.
eu faço a liturgia da verdadeira alegria,
musica nos meus ouvido agua benta em benta pia.
a caminho com prudência, não esqueço a violência,
que levou alguns dos melhores da minha existência.
mato a saudade de curtir demais, de tirar demais, de pisar demais,
em convenções fundamentais.
eu uso o tacto para trazer a agua da minha fonte,
hoje em dia nem sequer preciso atravessar a ponte.
tenho a palavra escrita a tinta negra na minha pele
menina dos meus olhos, doce como mel.
palavra puxa palavra, põe me disponível para amar tudo aquilo que me seja sensível.
e não são poucos aqueles que eu quero sem sequer os poder ver.
foi tanto o que me deram para nunca mais esquecer
palavra de honra!
guardo a palavra no meu bolso, na parede, no conforto de uma cama de rede
palavra de honra!
Texto usado no novo Album dos da weasel com arranjos do pianista Bernardo Sassetti.

segunda-feira, março 19, 2007

Margarida Pinto



Apontamento

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada, descuidada.
Caiu, e eu fiz-me em mais pedaços do que havia loiça no vaso.


Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
E os deuses que há debruçam-se da escada.
Para ver o que a criada fez de mim
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.


Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.


A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
E os deuses que há debruçam-se da escada
E sorriem à criada
Não se zanguem com ela.
São tolerantes...


A minha alma partiu-se como um vaso vazio
Caíu, partiu-se, caíu
A minha alma partiu-se como um vaso vazio
Caíu, partiu-se, caíu


O que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?


Alastra a escadaria atapetada de estrelas.
Ao fundo um caco brilha entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
E os deuses olham-o por não saber por que ficou ali.


Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.


O que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?
Ai, o que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?

terça-feira, fevereiro 27, 2007








“Tudo o que acontece ocorre no espaço e no tempo. O conjunto dos dois, a que se chama espaço-tempo, constitui uma espécie de palco onde dançam todas as formas de energia.” (in O Pequeno Livro do Big Bang – Uma Cartilha Cósmica, de Craig J. Hogan)Este “palco” onde os acontecimentos ocorrem e são afectados (afectando) por ele mesmo, deixou de ser absoluto e imutável. O espaço e o tempo são quantidades dinâmicas: afectam e são afectadas por tudo o que acontece no Universo (o movimento de um corpo, a actuação de uma força).





A Casa da Lagoa (http://thelakehousemovie.warnerbros.com/) estas questões são postas à prova através da actuação da força do amor.Kate (Sandra Bullock) é médica. Uma pessoa extremamente solitária que inicia uma nova vida em Chicago, deixando para trás, saudosamente, um período de tempo em que viveu numa belíssima casa no Lago. Deixa instruções nessa casa dirigidas a um eventual novo inquilino. Começa, então, a corresponder-se com Alex (Keanu Reeves), um arquitecto frustrado com o seu trabalho e a sua vida pessoal, que supostamente está naquele momento a alugar a casa. Para Kate, Alex seria o novo inquilino, contudo, na realidade, este vivera naquela casa dois anos antes de Kate. Apercebem-se de que as suas cartas estão a ser trocadas entre o passado e o presente, conspirando a favor deles uma caixa de correio- que é o objecto “mágico” que os deixa comunica além tempo, no mesmo espaço – e Jack, a cadela que vive com ambos e que, sempre em alerta e de um modo discreto, conduz algumas circunstâncias deste amor intemporal.Não se conhecem, não se olharam, não se tocaram, mas através das palavras, em jeito de diário quase, que vão trocando, enamoram-se pela verdadeira essência do Ser de cada um. Alex afirmava que Kate era mais real do que tudo o que lhe tinha acontecido, até ali, na sua vida. Tudo isto, para além do querer desvendar o mistério que se esconde por detrás do amor que os une, antes que seja tarde demais, são forças suficientes para desafiar até esta questão das leis do espaço-tempo, que não são tão lineares quanto isso.Aqui, a expressão aparentemente ilógica que Kate repetia a Alex (portanto de um presente para um passado...e sim...eu sei que tudo isto é discutível!) “Espera por mim” adquiria o significado de “Não me esqueças”. Isto seria fundamental para a sobrevivência do que ambos tinham.Deste modo, talvez a dúvida que Kate sempre tivera (“E se vives uma vida inteira e afinal não há ninguém à tua espera?”) ficasse resolvida.



Um filme a não perder e que eu recomendo...


Simplesmente Lindo!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Common Sense In Freedom Writers

Nao bastasse ja parecer um filme interessante, podemos ainda contar com a participaçao de Common Sense na banda Sonora com o Som "I have a dream", com participaçao de Will.i.am dos black eyed peas.

Freedom Writers





No proximo dia 12, estreia nos EUA o novo Filme da Paramount, que conta com Hilary Swank no Principal papel, sobre um caso veridico em que uma professora de uma complicada turma os ajudou a ultrapassar os seus próprios problemas graças a um metodo de ensino que incluia a leitura de livros marcantes e a auto-descoberta. Num tom algo semelhante a Blackboard Jungle, este filme independente é mais um projecto para uma actriz que conta pelos dedos das mãos, os filmes já protagonizados em Hollywood.


Enquanto o filme nao chega a Portugal fiquem com o trailer e com o video De Common Sense "I have a dream".


Trailer "Freedom Writers"




terça-feira, fevereiro 06, 2007

Da Weasel - Dialectos da Ternura

Da Weasel - Com lançamento agendado para Março!

Os Da Weasel conseguiram terminar o novo álbum antes do prazo inicialmente estipulado A banda escolheu a tranquilidade de Olhão para se concentrar no novo trabalho.

O amor, tal como a música, fala várias línguas. Não conhece fronteiras de estilo ou género. Salta barreiras insondáveis para se concretizar. Torna as cores mais vivas, os dias mais claros, faz amigos em desconhecidos e assim vai criando ‘Dialectos de Ternura’, tal como acontece na nova música dos Da Weasel, que ja passa nas radios. João Nobre ri-se face à sugestão de ver os Da Weasel cada vez mais enamorados. Mas confirma a direcção do primeiro ‘single’ do novo álbum da banda, o sexto de originais, com edição prevista para Março. “Tem muito boas vibrações, puxa o astral. É uma daquelas canções mesmo à Da Weasel. Fala de amor, mas é dançável”, adverte sobre o tema que poderá ser desde já ouvido nas principais rádios nacionais.

Feito o aviso à navegação, Nobre mostra-se feliz com o cenário escolhido para as gravações do novo capítulo das lides discográficas do grupo. Fica lá para os lados de Olhão (Algarve), perdido algures entre a serra algarvia e o azul do mar, onde nada nem ninguém pode distrair os Da Weasel da sua nova obra. “Este é o melhor lugar à face da terra para se trabalhar.

Na cidade há muito barulho, confusão, distracção. Ao isolarmo-nos aqui – tal como já tinha acontecido com o ‘Re-Definições’ – podemos concentrar-nos exclusivamente no álbum. De tal forma que, pela primeira vez na nossa vida, vamos terminar o disco antes do prazo previsto”, confessa o baixista do colectivo da Margem Sul.

Para lá da rapidez, o registo que aí vem avizinha-se como“o mais diversificado” do grupo, onde as “guitarras assumirão maior destaque” ao longo de paragens sónicas que, acima de tudo, se querem “diferentes”. Os interlúdios também não ficam atrás. “Vão do hardcore ao reggae”, diz Nobre. E os convidados, esses, são muitos e de renome.

NAIPE DE LUXO
“Vamos ter uma letra escrita pelo José Luís Peixoto, uma interpretação instrumental e arranjos feitos pelo Bernardo Sassetti. Além disso, o Virgul já gravou um dueto com o Atiba, que é um rapper americano de origem jamaicana Atiba. Por outro lado, voltámos a trabalhar com o maestro Rui Massena – que no ano passado colaborou connosco para o espectáculo na Torre de Belém. Desta feita, ele será responsável pela orquestração de três temas que serão executados pela Orquestra Sinfónica de Praga”, anuncia o músico. As gravações com a Orquestra vão decorrer esta semana na capital da República Checa.

LETRAS NASCERAM EM PARAGENS DISTANTES
‘A viver cada dia como se fosse o meu primeiro, parto chavões pelo meio e vou cagando no letreiro que me diz que é proibido fumar aqui...’. Rezam assim os primeiros versos de ‘Cada Dia’, um dos temas com que os Da Weasel se prepararam para fazer vibrar a sua fiel e extensa legião de fãs. Ao estúdio, a banda chegou logo no início de Janeiro, ainda se ouviam os ecos dos fogos-de-artifício da passagem de ano. Mas as letras, essas, vêm sendo construídas desde há muito e em momentos de inspiração, que escreveram noutras paragens. Cabo Verde serviu de ‘casa’ a Pacman para dar vida às novas canções. O amor, já o sabemos, continua lá. A irreverência também. Mas o melhor, dizem eles, ainda está para vir...
Texto escrito por Vanessa Fidalgo in Correio da manhã.