segunda-feira, abril 30, 2007

Descoberto planeta habitável além da Terra


Uma equipa de astrónomos europeus, entre os quais o francês Xavier Bonfils, do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa, descobriu o primeiro planeta semelhante à Terra fora do sistema solar. O "Gliese 581c" tem cinco vezes a massa da Terra e está a uma distância de 20,5 anos-luz, na constelação balança. Um dos astrónomos que participou da descoberta, Michel Mayor, da Universidade de Genebra, disse que a descoberta é um passo significativo para encontar vida no Universo. De acordo com o astrónomo francês Xavier Bonfils, outro membro da equipa que trabalha no Observatório Astronómico de Lisboa, "depois de conhecida a massa e a distância entre o planeta e a sua estrela, foi possível apurar que tem à superfície temperaturas entre 0 e 40 graus Celsius, o que o tornaria habitável". Xavier Bonfils explicou que o planeta "não é gasoso, como Júpiter, sendo antes constituído por material rochoso, o que o converte no planeta mais parecido com a Terra encontrado até agora".
O planeta demora 13 dias a completar uma órbita em torno da sua estrela. "Há anos que estávamos à espera disto. É uma grande descoberta", entusiasmou-se Bonfils. Dos planetas descobertos fora do sistema solar, este é o único que tem a distância certa em relação à sua estrela para ter uma temperatura semelhante à da Terra: entre zero e 40 graus Celsius. Por isso, tem a possibilidade de ter água em estado líquido à superfície, uma condição essencial à vida.
A estrela Gliese 581, em torno da qual o planeta orbita, tem um terço da massa do Sol e por isso entra na categoria das chamadas anãs vermelhas: estrelas fracas, 50 vezes menos luminosas que as idênticas ao nosso Sol.
Xavier Bonfils explicou que neste momento não dispomos de instrumentos para ver directamente estes planetas fora do sistema solar: "Vamos ter de esperar pelos telescópios espaciais previstos para a próxima década, para passar a essa fase." "Esta descoberta pode ser muito importante", disse o astrobiólogo Chris McKay, da Nasa. "Não quer dizer que haja vida, mas significa que é um planeta semelhante à Terra em termos de habitabilidade potencial." McKay previu que os cientistas vão acabar por descobrir dezenas ou mesmo centenas de planetas considerados habitáveis.

hum... interessante nao? :)

quarta-feira, abril 11, 2007

O Un Igate de José Sócrates





José Sócrates não constrói pontes. Não projecta edifícios. Não desenha auto-estradas. Se construísse pontes, projectasse edifícios ou desenhasse auto-estradas, eu estaria muito preocupado com a sua duvidosa licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente. Se José Sócrates viesse dizer "meus caros, agora quem vai construir o novo aeroporto da Ota sou eu", aí teríamos todos de nos chegar à frente para lhe perguntar: "peço desculpa, senhor primeiro-ministro, mas mostre aí o seu exame de Análise de Estruturas." Mas Sócrates nunca pôs de pé nenhuma parede. Provavelmente nunca empinou dois tijolos. Nem jamais demonstrou a mínima vontade de o vir a fazer. A única engenharia a que ele se dedica é política, e é no campo da política que convém focar a atenção, analisando o que é duvidoso e o que não encaixa.Assim sendo, se este pobrezito UnIgate está a tomar uma certa dimensão é apenas porque o gabinete de Sócrates tem dado sucessivos tiros naqueles pés que tanto talento têm para o jogging. É evidente que se o primeiro-ministro aldrabou o seu currículo na Universidade Independente isso é relevante. Dirá muito sobre o seu carácter, e o carácter de um primeiro-ministro é um tema de interesse público. Mas seria sempre um assunto menor se a atitude desde a primeira hora não fosse a de chutar para canto. Quem não deve não teme e, francamente, nem sequer há muito para temer. Afinal, quais são os factos que até agora a imprensa conseguiu apurar? Que existem diferenças (mínimas) entre as notas das pautas e do certificado final. Que o Ministério do Ensino Superior não sabe nada de finalistas de Engenharia Civil de 1996. E que o seu diploma foi assinado a um domingo. Não é grande coisa. Mas o silêncio de Sócrates é o combustível que alimenta a suspeita. Classificar dúvidas legítimas como "uma campanha de insinuações e boatos" é perfeitamente ridículo. Pelos vistos, o nosso primeiro-ministro ainda não percebeu que ninguém lhe exige que seja doutor. Apenas se lhe exige que não seja mentiroso. Será assim tão difícil?









Texto escrito por João Miguel Tavares.

quinta-feira, abril 05, 2007

A Palavra.


A caminho da essência verifico a cadencia
da matéria que se mostra a mim livre de regência
mato a dor de sentir demais, de amar demais, de pisar demais,
em convenções fundamentais,
encho a cabeça mas não há carga nos contentores
digo olá aos meus amores, bem-vindas novas cores
da utopia, eu crio filosofia todo o dia
quando a apatia senta no meu colo e arrelia.
eu faço a liturgia da verdadeira alegria,
musica nos meus ouvido agua benta em benta pia.
a caminho com prudência, não esqueço a violência,
que levou alguns dos melhores da minha existência.
mato a saudade de curtir demais, de tirar demais, de pisar demais,
em convenções fundamentais.
eu uso o tacto para trazer a agua da minha fonte,
hoje em dia nem sequer preciso atravessar a ponte.
tenho a palavra escrita a tinta negra na minha pele
menina dos meus olhos, doce como mel.
palavra puxa palavra, põe me disponível para amar tudo aquilo que me seja sensível.
e não são poucos aqueles que eu quero sem sequer os poder ver.
foi tanto o que me deram para nunca mais esquecer
palavra de honra!
guardo a palavra no meu bolso, na parede, no conforto de uma cama de rede
palavra de honra!
Texto usado no novo Album dos da weasel com arranjos do pianista Bernardo Sassetti.