terça-feira, dezembro 26, 2006

Fernando Cabeça na Lua






Sam the Kid no seu single “Poetas de Karaoke” entre outras coisas, faz a reprovação dessa nova vaga de bandas portuguesas que resolve adoptar o inglês como a língua materna das suas canções, evocando razões como a procura da internacionalização ou uma mais refinada musicalidade nas palavras (dizem eles que o inglês é um língua mais musical) para essa opção.

Tudo é legítimo. É legítima a rejeição do português por parte das nossas bandas em detrimento do inglês, assim como é legítima a condenação por parte de Sam The Kid deste comportamento cada vez mais comum nos novos grupos portugueses. As bandas usufruem da liberdade de escolha e de acção, e Sam The Kid usufrui da liberdade de expressão. Aqui está expressa mais uma vitória da liberdade.
É um tema controverso. Mas o mais engraçado de tudo é que a controvérsia que se tem elevado com mais exuberância nem sequer tem vindo deste tema propriamente. A polémica veio da seguinte frase de Sam The Kid:



“ Querem ser os MoonSpell, querem novos horizontes
Mas aqui o Samuel é MadreDeus é Dulce Pontes.”


Valete



Para ver o texto na integra basta clicar no Link :)


http://www.horizontalrecords.com/blog.htm

segunda-feira, dezembro 11, 2006

DEMOCRACIA



“o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros”



Disseram-me em tempos: “...no tempo do Salazar sempre era mais justo, se falássemos demais, seríamos provavelmente detidos pela polícia do regime, sinal claro de que nos ouviam, que incomodávamos. Hoje falemos demais, ou nem por isso, ninguém nos ouve!”O que esta voz sábia, vivida e plural queria dizer do meu ponto de vista é tão simples como a própria citação parece indicar.É ou não verdade que vivemos em Democracia? Se sim, gostaria que alguém me definisse o que esta palavra realmente significa em termos práticos. Será que se trata de um conceito? Um sentimento? Ou não será apenas uma forma cobarde e camuflada de esconder algo mais. Não sou apologista das teorias da conspiração. Como é possível que neste sítio à beira mar aqui disposto, se tomem posições que não lembraria sequer ao maquiavélico Dr. Salazar tomar!Ora então vamos lá ver: é ou não verdade que mais de metade dos cidadãos portugueses votou à uns meses atrás no sr.engenheiro para conduzir os destinos tortuosos deste país, de forma a aumentar a igualdade e diminuir a pobreza entre todos nós? Então se sim, muito bem. Gostaria por esta altura de perceber a razão pela qual essa mesma maioria dos habitantes deste país de Camões, se mantém inerte e incapaz de fazer ouvir a sua voz de uma forma mais perceptível. Não chegam manifestações e greves! É urgente e necessário fazer vingar o nosso real valor e fazer justiça à palavra que dá titulo a este texto (primeira boa utilidade: Títulos de textos). Não é permissível de forma alguma, que em troca de um falso álibi, de seu nome Democracia, se permita colocar uma larga maioria dos Portugueses em situação de “Carência Econômica”.O país estava mal, pediram-nos para “apertar o cinto”. Tudo bem. O país ficou pior e reiteraram o pedido (educadamente como convém). Indignámo-nos. E depois presumindo que a nação e o povo são apenas cães de trela que se castigam quando não fazem o respectivo “chi-chi” no local apropriado às horas certas, vão-nos retirando o osso até aprendermos a fazer as nossas necessidades num mínimo espaço de tempo e de forma a ocupar o menor espaço possível para assim dar lugar a outro, tornado-nos simplesmente: cobaias descartáveis!Se bem nos lembramos, foram justamente estes “animaizinhos de estimação” que colocaram naqueles domingos de manhã as cruzinhas da sorte para alguns e os passaportes sem visto para uma larga maioria (o povinho). Falo do único dia de quatro em quatro que a população em geral se torna em algo mais do que simples números. Esta representa num só segundo, aquilo que deveria representar em quatro anos. O que aqueles que no passado e no presente deveriam ter em conta ao aceitar a responsabilidade de gerir a pátria, mas alguém do staff se esqueceu de lhes dizer (provavelmente um qualquer acessor a passar férias em Benidorm) foi que, supostamente, a ideia era governar um país, onde lá dentro, mesmo que em Trás-os-Montes ou em qualquer outro sitio que não lembraria ao diabo construir uma casa, viviam seres humanos e não cães de trela, ou iguanas domésticas.Mas ao contrário daquilo que possa parecer, não é com estes senhores que eu estou de mau humor; não é com o poder ou a forma que este tem de ser alcançado, mas sim com os meus “colegas de cela” que logo após uma pseudo-justificação oferecida por um qualquer pseudo-intelectual com o mínimo de capacidade retórica que aparece no ecrã (pago em suaves prestações mensais) se convençam que se tratam apenas de medidas transitórias e que um dia tudo mudará para melhor. Será normal viver num país onde um café chegue a custar um euro e o salário mínimo nem sequer atinja os quatrocentos?! (mais informo que o mês tem 30 dias). E como se não bastasse ainda se abstêm de conversas relacionadas com politica (pelo menos no estado sóbrio), porque fazem o “esforço” de acreditar nada poder fazer para alterar a situação e por arrastamento passam a decisão fulcral do voto para as “big-megas” fontes de credível informação: senhoras e senhores: os media. Sem excepções.É fácil cair no vicio: votar à esquerda moderada nas autárquicas, à direita moderada nas presidenciais e em “não sei quê” para o parlamento. De vez em quando convém trocar a ordem. “-É para eles não se habituarem ao poleiro.”, dizem.Em jeito de conclusão, importa salientar que não pretendem estas palavras causar qualquer tipo de desordem pública. Não pretendo também tentar anarquizar o nosso pequeno país. Não lhe passe pela cabeça, caro leitor, que lhe estiveram a tentar vender alguma ideologia politica ou “quiçá” uma máquina de lavar roupa ou um ferro de engomar. Não, de forma alguma! O que eu realmente pretendo é apelar, mais uma vez, ao inconformismo e à indignação geral de todos os cidadãos, porque julgo que é possível colocar a Democracia ao serviço do povo e não o contrário. Já ultrapassei a adolescência por isso não pretendo mudar o mundo; pelo menos sozinho!Se realmente a voz do povo é a voz de deus, cabe-nos a nós que efectivamente cá estamos, zelar não só pelo futuro dos nossos filhos como até mesmo pelo nosso. Se nos esforçamos brutalmente para viver com o mínimo de dignidade, jamais podemos estar sujeitos a estas reformas que mais não são do que mera continuação do circo em que se tornou a politica em geral neste país. É realmente de lamentar que existam ainda pessoas a não acreditar, a não querer ver, a não querer ouvir que a pobreza e a desigualdade estão tão saudáveis como nunca em Portugal e acham inútil que se “sujem” as páginas de um jornal desta forma. Torna-se por isso necessário ir, o quanto antes, ao baú das antigas armas e fazer justiça a este país que com tantos séculos de história, pátria de tantos heróis, de conquistas além-mar, hoje não consiga sequer honrar o passado, fazendo a história feliz dos homens de amanhã.Acho que a solução não está na secretária do Sr. Primeiro Ministro, nem na caixa de Pandora. Está seguramente em nós!“Portugal é nosso (cidadãos do mundo) pró bem e pró mal”.

Texto escrito por
Carlos Olivença



Obs. Muito Obrigado pelo apoio e participação neste meu cantinho pequenino :)

domingo, dezembro 03, 2006

Paz na terra prevista para dia 22 de Dezembro!

O maior orgasmo do mundo
A proposta da organização Global Orgasm é claríssima: Vamos todos contribuir para a paz mundial através do prazer. Ao mesmo tempo.

Este orgasmo tem regras e exige sintonia e entrega total, não só com o parceiro escolhido mas com o mundo em geral.


O fim da guerra e de todos os conflitos mundiais pode ser, afinal, mais fácil de alcançar do que se pensa. Falhadas que foram muitas negociações diplomáticas, o caminho para a Paz passa, calcule-se, pelo prazer. E é partindo desta premissa que uma Organização Não Governamental lança ao mundo um desafio que tem tanto de insólito como de nobre: um Orgasmo Global Sincronizado pela Paz.
E dada a dimensão da causa, este orgasmo tem regras e exige (mais do que todos os outros) sintonia e entrega total, não só com o parceiro escolhido mas com o mundo em geral.
O objectivo da Global Orgasm (ver link para a organização no final deste texto) é conseguir que no próximo dia 22 de Dezembro o maior número de pessoas tenha um orgasmo ao mesmo tempo, concentrando (durante e depois) a sua energia para pensamentos positivos a favor da Paz e do fim dos conflitos mundiais.
Na sua declaração de missão, a organização faz saber que “a combinação da alta energia orgasmica, com uma vontade intensa, tem um efeito maior do que a meditação e as orações em massa”. Tudo porque este orgasmo colectivo (se a participação for a que se espera) será capaz de injectar elevadíssimos níveis de energia positiva no campo magnético da terra. O resultado directo: a redução dos níveis violência no mundo.
Data não foi escolhida ao acaso
E para que tudo corra bem, nem a data é escolhida ao acaso. O dia 22 de Dezembro representa o solstício de Inverno, que no calendário Maia significa um «recomeço». A organização explica que esta iniciativa é à escala mundial, mas apela à especial participação dos residentes em países com armas de destruição massiva ou onde se vivam situações de conflito. Mas esclarece que o mundo inteiro é bem vindo a esta causa.
Para facilitar a sincronização deste Orgasmo Global pela Paz, a organização coloca na sua página na Internet um relógio com a contagem decrescente para o grande momento.
Por isso, que quiser contribuir para a paz no mundo pode fazê-lo Com quem quiser, onde entender, no momento em que estiver sintonizado, mas com toda a energia.
Para mais informações consultem o site oficial da Global Orgasm :) http://www.globalorgasm.org/

domingo, novembro 19, 2006

Jerónimo de Sousa pelo Sim à Despenalização da IVG




Na iniciativa do PCP “Sim à Despenalização – Fim do aborto clandestino e dos julgamentos”, Jerónimo de Sousa chamou a atenção para a posição do PS de, aparentemente, pretender agradar a “gregos e a troianos”: «aos que desejam a despenalização do aborto na lei, a direcção do PS afirma: não se preocupem estamos neste referendo pelo Sim. Mas, ao mesmo tempo procuram sossegar os que se opõem a este objectivo afirmando, de forma reiterada, que podem ficar sossegados que se o Não ganhar, mesmo sem carácter vinculativo tudo ficará na mesma». O Secretário-geral do PCP, depois de afirmar que não passarão em branco as responsabilidades do «PSD e do CDS/PP nos atrasos verificados na implementação da educação sexual nas escolas, quando assumiram responsabilidades governativas, cujo expoente máximo desse ataque se verificou com o anterior governo», sublinhou o facto do PCP estar de corpo inteiro na luta pela despenalização do aborto e pelo SIM no Referendo e reafirmou que «é nesse combate que estamos empenhados e é esse o combate que continuaremos a travar em todas as circunstâncias e em todos as frentes. Agora pela vitória do SIM no referendo. Amanhã e sempre na Assembleia da República e na sociedade portuguesa em defesa da dignidade da mulher e dos seus direitos!»


"Parte do texto foi retirado do site do Partido Comunista Português"

para mais informações www.pcp.pt


Tal como o Jerónimo, todos nós temos o direito e dever de intervir nesta materia, “Sim à Despenalização – Fim do aborto clandestino e dos julgamentos”

O regresso de Sam The Kid


Quatro anos depois do aclamado "Beats Vol. 1: Amor", o opus de instrumentais que esteve na base de um generalizado aplauso, Sam The Kid regressa com "Pratica(mente)", o seu quarto álbum e de certeza o mais ambicioso disco de uma carreira que já gerou uma longa e complexa história.
«Sou um bocado inseguro», explica Sam The Kid. Esta frase faria sentido se proferida por qualquer outro artista, mas não parece encaixar-se no perfil público de Samuel Mira, o miúdo de Chelas que há quatro anos obrigou todas as atenções a voltarem-se para dentro do então ainda imberbe mundo do hip-hop tuga. Sam The Kid hoje já não é um miúdo, mas um homem de convicções profundas que se prepara para editar o quarto álbum de uma carreira que só tem conhecido sentido ascendente. Estreou-se aos 20 anos, em 1999, com o disco de produção caseira "Entre(tanto)", elevou a fasquia do rap nacional com "Sobre(tudo)", tocou fundo no sentido musical nacional com a banda sonora para o romance entre os seus pais – "Beats Vol. 1: Amor" – e agora prepara-se para dar a conhecer "Pratica(mente)". A pausa foi longa – quatro anos – mas serviu para burilar o estilo, as palavras e a música. Serviu também para tratar um problema de garganta (detecção de um quisto nas cordas vocais que o forçou a ser operado) e solidificar amizades. Serviu ainda para manter os pés assentes na terra e para se concentrar.

No que diz respeito aos recursos humanos e técnicos, "Pratica(mente)" é muito provavelmente o mais ambicioso disco de hip-hop produzido em território nacional. A gravação e mistura passou por três estúdios – Índigo de Manuel Faria, Enchufada e Meifumado – e a masterização teve lugar no Sterling Sound de Nova Iorque. O giradisquista responsável por todos os scratches no disco é o DJ Cruzfader e em termos de vozes de cantores há a registar nomes como o de Melo D, NBC ou SP. Os Cool Hipnoise também colaboram, como banda, num dos temas – e isso inclui os vocalistas Marga e Milton. Há também uma série de MCs convidados: Valete, Pacman, GQ, NBC e Lil' John, «a rimar pela primeira vez na vida», adianta Sam The Kid. Como músicos, além dos Cool Hipnoise como colectivo, há a registar a participação de João Gomes individualmente, Carlos Bica e Lil' John, entre outros. Os temas têm todos produção de Sam The Kid.
O resultado está à vista, "Pratica(mente)" não restam dúvidas...


Enquanto o Album não Vê a luz do dia... aqui fica o clip do single "poetas de karaoke"


Novo Album de Sergio Godinho - "ligação Directa"




Sérgio Godinho regressa com ”Ligação Directa”, lançado a 23 Outubro, após seis anos desde “Lupa” (2000) e com um “irmão pelo meio” (”O irmão do meio”, 2003).
Sobre o novo albúm o “cantautor” diz:
“Não me interessa (nem consigo) estar sempre a compor. O meu ritmo é o outro, e aliás não é ritmo nenhum. Componho sob duas pressões: - A do impulso criativo, que faz com que me atire de cabeça a sarilhos verbais e musicais, charadas de que não me posso queixar, porque eu próprio as suscitei. - E a das solicitações externas, “encomendas” para outras artes ou prazos muitas vezes auto-impostos, desafios que acabam por alargar as minhas próprias referências. Musicalmente, este disco foi nascendo também de todas essas maneiras, várias ligações directas. Primeiro, na solidão em que se desenha um tema, até que se sinta que “isto anda tudo ligado”, como dizia o outro que às vezes sou eu. Depois, na partilha: cada vez mais um disco meu é obra colectiva. Porque o som foi crescendo e portanto re-escrito com os músicos com quem trabalho há vários anos, “Os Assessores” de alcunha, com quem partilho ensaios, palcos, novas canções a eles primeiro mostradas, e depois a sua tradução nessa obra precária que se chama gravação. Por isso este disco é para mim único e amplia o prazer do trabalho comum. O resto é a urgência de o dar a ouvir a outros. E o resto do resto é silêncio.”
Em “Ligação Directa”, Sérgio Godinho sucumbe ao “bicho da criação”. São dez os temas compostos por si, à excepção de “O big-one da verdade”, musicado por Hélder Gonçalves, dos Clã, e o “O ás da negação”, com música de Nuno Rafael, também responsável pela produção e direcção musical do disco.
A obra conta ainda com a participação de outros músicos, como Tomás Pimentel, Nuno Cunha e Jorge Ribeiro.
Em breve, poderemos contar com Sérgio Godinho e os assessores em vários palcos de todo o país. Mas por enquanto, apenas existe a confirmação de um espectáculo a 30 de Novembro no Centro Cultural Olga Cadaval , em Sintra, e de outro a 7 de Dezembro na Casa da Música do Porto.



Alinhamento:
A deusa do amor;
Às vezes o amor;
Marcha Centopeia;
Não há duas como ela;
O velho Samurai;
O Rei do Zum Zum;
No Circo Monteiro nunca chove;
O às da negação;
O big-one da Verdade;
Só neste país.

E para vos deliciar um pouco mais aqui fica o clip do Single "Às vezes o amor"




sábado, novembro 18, 2006

Bem Vindos ao meu mundo


humm... O que é um Blog?
A definição de Blog não é consensual. Um Blog é um registo cronológico e frequentemente actualizado de opiniões, emoções, factos, imagens ou qualquer outro tipo de conteúdo que o autor ou autores queiram disponibilizar. Existem muitos tipos de Blogs, ouve-se muitas vezes a expressão "Diário virtual" publicado na internet. Página pessoal no qual o dono desenvolve alguma conversa sobre um ou vários assuntos interessantes e deixa aberto um mural com a opinião dos visitantes.

Resumindo, preparem-se... cheguei :) :P