quinta-feira, janeiro 31, 2008

O Estado das Coisas




Hoje em dia ando bem descrente, deixei de acreditar em mudanças significativas para o mundo, deixei de acreditar em grandes revoluções políticas. Isto por uma simples razão. Com o passar do tempo vou aceitando que o Poder atrai muito mais aos homens maus do que aos homens bons.

Alguns homens até eram bons quando chegaram ao Poder, mas as maravilhas do "Trono"corrompeu-os. Dizem que é inevitável. Outros homens bons queriam fazer a luta para chegar ao Centro de Decisão (e lá puderem mudar as coisas) mas a meio do percurso depararam-se com tanta promiscuidade, tanta imoralidade que naturalmente desistiram.

A sociedade é cada vez mais competitiva e as pessoas absorvem cada vez mais a ideia que têm que pisar, mentir, roubar, enganar para chegar lá em cima, e para garantir conforto financeiro. Muitos dos nossos grandes líderes políticos e barões da alta finança, têm no seu passado marcas inapagáveis de desonestidade e impudência. É quase como uma marca indispensável para o currículo de um homem de sucesso.

Um Homem de boas intenções, que deseje um dia ser Primeiro-Ministro, para pôr em prática revoluções sociais para a melhoria de vida das pessoas, mal entra num Partido vai deparar-se com um modelo hierárquico "ameritocrático", com um jogo de interesses, de cunhas e de corrupção que vão logo minar o seu desejo, por mais capaz que ele seja. Os nossos governantes e os nossos líderes partidários não são necessariamente os políticos mais hábeis e competentes, são apenas os que mais conhecimentos e parcerias têm na estrutura partidária. Podemos até criar um partido, mas nunca vamos chegar ao Poder, porque vivemos numa ditadura do Bloco Central. As pessoas praticamente só votam no PS ou PSD que não coincidentemente também são os partidos que têm maior influência na comunicação social, e em grandes corporações económicas, para além de também serem os partidos que têm maior financiamento ilegal dado por empresas. Ou seja têm as melhores condições para manipular o Povo.

O país ficou chocado quando o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto ( um dos últimos revolucionários), veio dizer, aquilo que toda a gente sabe e que eu já tinha levantado no texto "Democracia Participativa"; que há gente em lugares privilegiados na estrutura do Estado que faz fortuna com negócios ilícitos que beneficiam empresas privadas. Esses mesmos gestores do Estado saltam para essas empresas privadas depois de as beneficiarem. Marinho Pinto falou do Financiamento ilegal dos Partidos, falou duma Corrupção institucionalizada, falou dum número infinito de políticos que usam o Estado apenas como via para enriquecer. Muita gente disse que ele estava a fazer Conversa de Café. Disseram que Marinho Pinto tinha que provar o que disse. Pó Caralho! Provar para Quê??? Como se alguém acreditasse que a Justiça Portuguesa fosse investigar, levar a tribunal e punir esses corruptos (provavelmente estamos a falar de milhares de pessoas). Como se alguém acreditasse que a nossa Justiça não esteja também mancomunada com essa teia de corrupção!!!. Quantas pessoas já foram punidas em Portugal por crimes de colarinho branco??? Basta irmos a uma prisão e tiramos as conclusões. É só pobres e indigentes anónimos. Vão todos levar no cú!!! Marinho Pinto fez bem. Não tem que provar nada, não tem que dizer nomes, porque todos sabemos que a Justiça não vai fazer nada, e se Marinho chibasse, ainda levaria com uns processos em cima. Fez bem em falar porque é uma alta figura institucional que veio legitimar muitas das percepções do Zé Povinho. Sabemos agora que é muito mais que Conversa de Café. É no Estado que se concentram as mais graves e o maior número de actividades corruptas.

João Cravinho quando era deputado do PS, apresentou um pacote de medidas de combate à corrupção que passavam por alterações ao Código Penal, até à criação duma comissão de combate à corrupção. O seu projecto não só foi travado pelo Governo de Sócrates, como João Cravinho foi sorrateiramente afastado do Parlamento, para o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento. Correram com ele porque já se estava a meter no que não devia.

Paulo Portas e Santana Lopes tiveram recentemente pesadas derrotas políticas. Para além de terem gerido um governo que foi corrido pelo Presidente Jorge Sampaio, tiverem pesadíssimas derrotas nas legislativas de 2005. O PSD de Santana Lopes teve o terceiro pior resultado de sempre, e o PP de Portas ficou com 7% (3% abaixo dos 10% que prometiam), ficaram atrás do Partido Comunista e apenas com mais 1% que o Bloco de Esquerda. Portas e Santana foram corridos pela presidência, foram indesejados pelo Povo, perderam muito do prestígio que tinham nos seus partidos e abandonaram os cargos que tinham. Ninguém os queria em lado nenhum. Hoje Portas é novamente líder do PP, e Santana líder da bancada parlamentar do PSD. São merdas destas que nos fazem desacreditar completamente nos políticos e nos partidos. Já ninguém suporta ver a cara de Portas e de Santana, já provámos isso nas legislativas de 2005. Porque voltaram eles??? Porque é que os seus partidos legitimam as suas lideranças quando o povo já não os suporta??? Mas que gana doentia de Poder é esta? Depois dizem que Marinho Pinto faz Conversa de Café. Sim porque este é o mesmo Paulo Portas que esteve envolvido até aos dentes no escândalo da Universidade Moderna e este é o mesmo Santana que também foi um dos "investigados" no Caso "BragaParques". Está fodido mesmo.

Texto escrito Por valete e retirado do seu blog no Myspace.
Obrigado.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Sérgio Godinho lança novo álbum ao vivo



Sérgio Godinho lança este mês o álbum ao vivo «Nove e meia no Maria Matos», um «exercício de memória» da vida nos palcos, que assinala ainda a transferência do músico da EMI para a Universal.
«Nove e meia no Maria Matos», gravado numa série de espectáculos que decorreu em 2007 naquela sala lisboeta, é o quinto álbum ao vivo de Sérgio Godinho, sendo, por isso, mais um objecto de partilha com o seu público.

«É uma forma de não esquecer os concertos, é o testemunhar de um determinado momento da vida nos palcos que não esteve acessível a toda a gente».

É de realçar o single de lançamento ser “É tão bom“, uma das músicas emblemáticas de uma série infantil de há muitos anos, “Os Amigos de Gaspar”, que fazia as delícias das tardes passadas em casa dos meus avós. Bons Tempos.

«Aconteceu várias vezes ao vivo pedirem-me para cantar o `É tão bom´ e cada vez que a cantamos há assim uma espécie de `bruá´, sobretudo de uma certa geração e talvez dos pais», conta Sérgio Godinho.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Ganda SÓCRATES. És o MAIOR! (lol)



O novo estádio da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na Cisjordânia,cuja construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português deCooperação para o Desenvolvimento, vai ser inaugurado na próxima segunda-feira. O recinto custou dois milhões de dólares, tem capacidade para seismil espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético eiluminação. Acerimónia de inauguração abrirá com uma marcha de escuteiros locais, conduzindoas bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos respectivos hinosnacionais. Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolasprimárias, mas oferecemos um estádio à Palestina. Devíamos fechar o Hospital de Santa Maria e oferecer um pavilhão multiusos aoAfeganistão. A seguir fechávamos a cidade universitária e oferecíamos umcomplexo olímpico (também com estádio) à Somália e por último fechávamos aAssembleia da República e oferecíamos os nossos políticos aos crocodilos doNilo.

domingo, janeiro 13, 2008

FUZZ - Sam the kid

A culpa que herdámos

O Mundo parece caminhar para um colapso. Nos últimos 50 anos o aumento de concentrações de gases estufa, de poluição, de consumo energético etc, alarmaram esta problemática hoje tão propalada do Aquecimento Global. Nos próximos 100 anos as temperaturas globais de superfície poderão aumentar 6º C. Este aumento causará naturalmente desequilíbrios catastróficos na Natureza
Agora dizem-nos que temos de gastar menos energia, consumir menos, poluir menos, poupar recursos. Há hoje quase uma campanha de culpabilização para aqueles que prevaricam. " Estás a gastar muita luz, olha o aquecimento Global", "Só andas de automóvel, olha o aquecimento global", "andas a consumir muito, olha o aquecimento global" etc etc. É claro que hoje mais do que nunca temos que nos conter, senão nem haverá planeta para os nossos netos, mas incomoda-me imenso esta transferência de culpa para o povinho de algo que há uns anos quase ninguém nunca tinha ouvido falar.

Impingiram ás pessoas uma sociedade toxicamente consumista e materialista, agora incriminam as pessoas por terem comportamentos adequados aos que lhes embutiram.

O avanço civilizacional, económico, científico e tecnológico deve permitir às pessoas que tenham mais conforto, mais tecnologia, deve permitir às pessoas que consumam mais. As pessoas devem viver e sentir o progresso. É óbvio que é mau embalarmos
nesta sedução "marketinguista" que nos põe a acreditar que necessitamos de produtos supérfluos que na prática não têm importância nenhuma para as nossas vidas, e para o nosso bem-estar. Mas é bom que sintamos a evolução, o progresso e o tão falado crescimento económico. Devemos ter mais e melhores produtos.

Deve ser dito ás pessoas, porque muitos não sabem, que esta contenção de consumo que todos devemos fazer, deve-se essencialmente a uma assassina negligência política que não dentro de muitas décadas acabará com o nosso planeta. São esses mesmos políticos criminosos que querem transferir a culpa para nós. Os mesmos que há muitas décadas já tinham nos seus escritórios estudos alarmantes sobre os danos ambientais de origem antropogênica. Devemos sim fazer essa contenção, mas é necessário que se diga que é pela merda que eles fizeram.

Eles já há muito tempo sabiam que o mundo estava a adoecer, mas mancomunados com as corporações económicas nunca quiserem travar o ímpeto de produção compulsiva que tinham muitas indústrias. Fez-se muito lucro a poluir a atmosfera, fez-se muito lucro a destruir o planeta. Haverá menos lucro quando as empresas tiverem que reduzir os índices de produção e de emissão de dióxido de carbono.

Os Estados Unidos, maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, decidiu não ratificar o Tratado de Quioto no final dos anos 90, que obrigava os países (entre outras coisas) a reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Tivemos melhores notícias na recente Conferência de Bali. Veremos os desenvolvimentos.

Tudo é política. E a nossa política não nos serve, serve a economia, por isso percebemos porque é que ainda estamos tão dependentes do petróleo, porque é que com tanto avanço científico e tecnológico ainda não se conseguiu reduzir os custos de produção dos automóveis híbridos, porque é que não temos mais e melhor exploração de energia solar térmica. Nas sociedades capitalistas, a política nunca pode afrontar a economia. E é por isso que o nosso mundo vai acabar.
Texto escrito por Valete.

domingo, janeiro 06, 2008

Lei do Tabaco: ASAE e DGS em desacordo


A Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e Direcção-Geral de Saúde (DGS) parecem não se entender quanto à aplicação da nova Lei do Tabaco, depois do director do primeiro organismo ter sido apanhado a fumar, já na madrugada do dia 1 de Janeiro de 2008, num espaço fechado como é o Salão Preto e Prata do Casino do Estoril. António Nunes diz que a lei não inclui casinos, a DGS garante que sim.
Segundo avança a edição desta quarta-feira do jornal Diário de Notícias, António Nunes entrou no Ano Novo sentado a uma mesa do referido espaço onde se acenderam, já depois da meia-noite e ao longo de toda a madrugada, cigarros, cigarrilhas e charutos, acto que, no entanto, o director da ASAE, entidade que vai estar responsável pela fiscalização do cumprimento da nova Lei do Tabaco, considera não ter violado a nova legislação que entrou em vigor às 00.00 horas do dia 1 de Janeiro de 2008. Isto porque, defendeu, a nova lei não inclui os casinos e salas de jogo.
Pelo contrário, Nina de Sousa Santos, jurista da DGS e responsável pelo estudo interpretativo do diploma, assegura, em declarações ao DN, que «os casinos e as salas de jogo estão abrangidos pela nova lei do tabaco. Esta estabelece como princípio geral o limite do consumo do tabaco em locais fechados de utilização colectiva e, portanto, sendo os casinos e salas de jogo recintos fechados não podem deixar de ser incluídos na lei».
Foi, de resto, também essa a resposta dada ao Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria do Norte, num documento assinado pelo director-geral da Saúde, Francisco George, recorda o jornal.

Cigarros sem fumo podem ser solução

A invenção de uma empresa suíça promete ser uma 'lufada de ar fresco' para os fumadores que se encontrem em locais onde é proibido fumar. O Nic Stic é um cigarro artificial sem fumo, composto por um filtro de nicotina descartável. A invenção não contem tabaco, mas a empresa suíça garante que estes cigarros artificiais tem um 'sabor' fiel ao original. Embora de forma limitada, já se encontra em comercialização em alguns países da Europa.
Este cigarro compõe-se de um filtro com nicotina e diversos sabores, que se une a um tubo com uma resistência no seu interior. Com a resistência quente, a nicotina e os aromas dissolvem-se, conseguindo-se, ao inalar, a sensação e o prazer que todos os fumadores desejam. Cada vez que se fuma um cigarro muda-se o filtro, sendo que o dispositivo pode ser utilizado até 4000 vezes.
O objectivo é que os fumadores optem por substituir os normais cigarros, pelo Nic Stic, uma opção que, na opinião dos seus inventores, será mais saudável. Comparativamente à nicotina presente nos filtros descartáveis do Nic Stic, o tabaco normal chega a ter mais substâncias tóxicas nocivas ao ser humano. Para além do mais, os inventores deste cigarro sem fumo acreditam que este produto não só apresenta menos riscos para a saúde, mas também evita eventuais danos nos fumadores passivos já que não têm de inalar o fumo alheio.Nic Stic é comercializado com uma caixa do tamanho de um maço normal de tabaco, com dez filtros de nicotina e um cigarro artificial. Este tipo de cigarro demora cerca de três minutos a ser fumado.

Texto Retirado do site www.esquerda.net